Em MS, 120 foram picados por escorpião; falta de soro pode ter matado menina

11/10/2017 16h10 - Por: Da redação, com informações do G1/MS

Atendimento rápido é essencial para quem for picado por escorpião Atendimento rápido é essencial para quem for picado por escorpião

Em Mato Grosso do Sul, 120 casos de pessoas picadas por escorpião foram registradas este ano. Para o atendimento a esses casos, o soro tem de ser distribuído pelo Ministério da Saúde, mas a falta do produto é uma realidade. Em abril deste ano o órgão federal informou que houve redução parcial na produção do soro e pediu aos estados que traçassem uma estratégia de racionamento.

A secretaria estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul vai investigar se houve falha no atendimento a uma menina de 9 anos de idade que morreu após ser picada por um escorpião em Aparecida do Taboado, na região leste do estado.

Pietra foi picada em um sítio, na madrugada de quinta-feira passada (5) e a família a levou ao hospital da cidade, mas lá não tinha soro contra a picada de escorpião. A menina esperou três horas por atendimento no local.

 
Demora em atendimento pode ter levado memina à morte Demora em atendimento pode ter levado memina à morte

Sem o soro, os familiares a levaram para Santa Fé, cidade a 25 quilômetros de distância, no interior de São Paulo, mas ela morreu na madrugada do dia seguinte, por causa das complicações provocadas pelo veneno.

"É uma dor muito forte, perder a filha da gente. Só quem passa mesmo, pode explicar o que estamos sentindo neste momento", diz o pai da criança, Patrick Nascimento.

O secretário municipal de Saúde de Aparecida do Taboado, Marcio Galdino, confirmou que o soro contra a picada de escorpião e alguns outros estavam em falta no município e disse que existe, inclusive, uma nota técnica do Ministério da Saúde pedindo o racionamento da utilização deste tipo de soro.

"Hoje esse soro não está em falta mais, porque no outro dia nós fizemos a solicitação para a secretaria estadual de Saúde que nos mandou um lote que veio de outro município", explicou o gestor público.

"Se houvesse competência e o soro aqui não tinha acontecido nada disso. Estaríamos com ela no outro dia pela manhã, em casa no almoço, com ela sentada aqui com a gente", lamentou o tio da menina, Patrício Nascimento.



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