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Usinas empregam 4 mil em Dourados

 

Marli Lange

As usinas sucroalcooleiras da região da Grande Dourados empregam algo em torno de quatro mil funcionários, entre emprego direto e indireto, desde quando começaram a moagem de cana para fabricação do etanol.

A partir de novembro de 2009, houve um incremento no setor de, pelo menos, 20%, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Industrias de Fabricação de Açúcar e Alcool de Dourados (Sintrafaad-MS), Evaldo Castelari da Silva.

Na região de Dourados as usinas que empregam são três: a São Fernando, entre Dourados e Laguna Caarapã; Monte Verde (Dourados e Ponta Porã) e Unialcool, que tem trabalhadores no cultivo da cana.

Existe a expectativa das usinas abrirem mais quatro mil vagas quando começarem a fabricação do açúcar até o final do ano. Algumas, como a São Fernando, por exemplo, estão em fase de montagem e esperam admitir mais funcionários em breve.

De acordo com o sindicalista, Dourados nunca teve tantos cursos de qualificação profissional destinados para a mão-de-obra nas usinas, como atualmente. Os cursos são nas áreas de operadores de máquinas, transporte, setor administrativo, informática, entre outros. Grande parte dos cursos é oferecido através de empresas particulares ou Senai. As usinas são um forte gerador de emprego, no entanto, ainda a remuneração está abaixo das expectativas, segundo o sindicalista. Uma das principais lutas do Sintrafaad-MS, fundado em julho de 2009 e hoje com cerca de 500 filiados, é equiparação salarial para trabalhadores que exercem a mesma função, reposições e reajustes salariais, além da criação de convênios na área de saúde. “Hoje sentimos muitas dificuldades em abrir um canal de negociação com as empresas, que remuneram o funcionário da maneira como querem e por isso são alvos de constantes ações na justiça”, afirmou o sindicalista.

ESTADO

Com o acréscimo na produtividade da cana em Mato Grosso do Sul, a mão de obra também aumentou nas 14 usinas que operam no Estado. A safra 2006-2007 teve um total de 25.500 mil empregos gerados diretamente e 102 mil indiretos. A expectativa para a safra 2012 é de que sejam gerados 150 mil empregos diretos e 600 mil indiretos. Desses 150 mil, 60% estão na colheita de cana e 40% na produção, administração e usina, segundo a Assessoria Técnica de Bioenergia da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul).

EXPANSÃO

Com a grande expansão do setor sucroalcooleira no Brasil, a necessidade de mão-de-obra especializada tornou-se um problema. Usinas de todo o País enfrentam dificuldades para encontrar funcionários capacitados, segundo especialistas da área. Nas usinas faltam caldeireiros, soldadores, operadores de máquinas industriais, de máquinas agrícolas, motoristas, mecânicos, soldadores, eletricistas e até gerentes.

Segundo o presidente-executivo da União dos Produtores de Bioenergia (Udop), Antonio Cesar Salibe, a carência de mão-de-obra não será resolvida em menos de dez anos. “O setor pode se estabilizar, mas exigirá cada vez mais mão-de-obra, pelo menos até 2018”, diz.

A Udop já capacitou mais de 55 mil pessoas em mais de 20 anos de existência e firmou parcerias com o governo estadual e com a Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) para a elaboração de cursos técnicos e de pós-graduação voltados para a área sucroalcooleira.

Outra medida adotada por usinas brasileiras tem sido contratar profissionais de outras usinas, oferecendo salários maiores e inflacionando o setor. “A prática de as usinas ‘roubarem’ funcionários umas das outras tem de acabar”, diz Rui. Para o especialista, a melhor solução é capacitar funcionários da própria empresa, pois desenvolvendo o potencial internamente é mais fácil, mais barato e seguro.

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