O período de chuvas vem castigando moradores em vários bairros. No Jardim Pantanal a situação não é diferente. Eles...
O período de chuvas vem castigando moradores em vários bairros. No Jardim Pantanal a situação não é diferente. Eles reclamam dos atoleiros, buracos, inundações e acúmulo de água parada.
De acordo com o massagista Dário Held, a situação é de caos. "Acidentes com motociclistas são constantes. Nas ruas Monte Alegre e a Dos Ipês a precariedade é maior. As casas estão sendo inundadas e os moradores estão desesperados. Apenas uma rua do bairro será asfaltada, justamente a que menos apresenta problemas", conta. A dona-de-casa Maria Aparecida Gomes, 41 anos, enfrenta problemas para levar os filhos para a escola. "As crianças saem com sacolinhas plásticas nos pés e mesmo assim chegam sujas na escola. Toda a vez que eles precisam ir ao médico é um martírio chegar até o hospital", conta.
A comerciante Mariza Ferreira Martins, 30 anos, diz que as vendas da mercearia caem 80% nos períodos de chuva. Sem opção, ela é obrigada a fechar as portas mais cedo. "Muitos clientes não conseguem chegar até aqui, porque se sujam muito ou ainda correm riscos de atolar os veículos. Os moradores ficam impedidos de sair de casa", relata.
Para a moradora Patrícia Saraiva, 26 anos, o problema se tornou maior depois que a prefeitura fez uma obra de patrolamento na rua da casa dela. "As obras deveriam ter começado antes do período de chuvas", ressalta.
O tesoureiro da Associação de Moradores do Jardim Pantanal, Enilton Santana, 39 anos, denunciou que parte dos recursos do Orçamento Participativo, seriam destinados a Rua das Orquídeas, aquela em que, segundo ele, é a mais crítica. "Os moradores estão sendo obrigados a comprar terra para colocar em frente as casas. Isto vem impedindo que a água das chuvas invada as residências, a exemplo do que aconteceu no ano passado com meus vizinhos", relata.
Conforme ele, na ocasião, várias casas foram tomadas pela água das chuvas. "As vítimas perderam tudo o que tinham. Foi preciso acionar o Corpo de Bombeiros e Defesa Civil para auxiliar nos trabalhos. Em uma das casas foi preciso furar a parede para que a água saísse", lembra.
O morador observa que a água parada no meio da rua permanece no local por vários dias. "Os riscos à saúde são grandes. A proliferação de insetos e verminoses preocupa os moradores, que ficam ilhados nas residências em épocas de chuva. Além disso o mau-cheiro da água podre causa mau estar nas pessoas. É preciso que o asfalto chegue em todas as ruas do bairro, porque em todas elas os transtornos são grandes", disse.
Prefeitura
O secretário de Infra-Estrutura do Município, Albino Mendes, garantiu ao O PROGRESSO que assim que parar o período de chuvas intensas vai retomar os trabalhos de patrolamento e cascalhamento no bairro.
Quanto ao asfalto, o secretário descartou a possibilidade de asfalto em todas as ruas, em curto espaço de tempo. Segundo ele, existe uma emenda do governo federal de R$ 230 mil para asfaltar uma das ruas, cujos trabalhos já iniciaram. Desta verba, segundo o secretário, já foram investidos R$ 110 mil. (Colaborou Valéria Araújo)