Assistência oferecida no SUS tem como objetivo amparar pessoas em situação de vulnerabilidade
Écomum que pacientes em situação de violência vivenciem sentimentos de culpa, vergonha ou medo. Em casos dessa natureza, é necessária atuação multiprofissional entre saúde, educação, assistência social e justiça no processo de amparo, cuidado e orientação da vítima. No mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, o Ministério da Saúde reforça que a Atenção Primária à Saúde tem papel fundamental nesse cenário, uma vez que casos podem surgir de forma silenciosa na rede de saúde, necessitando de atenção durante todo o processo de identificação, condução e encaminhamento.
Na atuação do Sistema Único de Saúde, as equipes de atenção primária, por meio de agentes comunitários e outros profissionais, também realizam visitas e acompanhamento domiciliar, função de grande relevância na identificação de violências. Diante de qualquer suspeita, um protocolo padrão deve ser respeitado. Ele consiste no preenchimento do Formulário de Notificação e uma investigação individual será realizada.
No caso de confirmação da violência, será oferecido acompanhamento psicoterápico, apoio para a realização de registro policial - se for interesse da vítima, além de orientações sobre o exame de corpo de delito. Dessa forma, haverá encaminhamento para os órgãos competentes, como Delegacia Policial; Delegacia de Proteção à Mulher, à Criança, ao Adolescente e ao Idoso; Ministérios Públicos; Conselhos de Saúde e Instituto Médico Legal.