Após ser condenado a 23 anos e seis meses de prisão e ao pagamento de 60 dias multa pela morte do estudante de direito Matheus Coutinho Xavier, o empresário Jamil Name Filho, o Jamilzinho, será transferido para o presídio federal em Mossoró, no Rio Grande do Norte, ainda nesta quinta-feira (20).
Além de Jamilzinho, o ex-guarda municipal Marcelo Rios também retornará para o presídio federal do Rio Grande do Norte após ser condenado pela morte de Matheus. A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informou que o terceiro réu, o policial civil aposentado Vladenilson Olmedo foi encaminhado para a Penitenciária Masculina de Regime Fechado da Gameleira II.
O julgamento durou três dias, um dos mais longos da história de Mato Grosso do Sul, e terminou na noite desta quarta-feira (19), na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.
Jamilzinho foi condenado a 20 anos de prisão por homicídio qualificado por motivo torpe e embosca e 3 anos e 6 meses por porte ilegal de arma. Vlad foi condenado pelos mesmos crimes, mas com pena de 21 anos e 6 meses. Rios, além de homicídio e porte de arma, também foi sentenciado por receptação do carro usado na execução, tendo a pena de 23 anos.
Name e Rios chegaram em Campo Grande no Aeroporto Internacional de Campo Grande, sob forte esquema de segurança, e foram levados para o Presídio Federal de Campo Grande durante os três dias de julgamento. O transporte dos presos foi realizado em van da Polícia Penal Federal.
O procedimento é recorrente no Sistema Penal Federal, para evitar qualquer imprevisto que pudesse comprometer a presença dos réus em audiências ou sessões de julgamento.
Três dias de júri
Após ler a sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, que condenou os envolvidos pela morte de Matheus Coutinho Xavier, em abril de 2019, o juiz Aluízio Pereira afirmou que uma página foi encerrada, após os três longos dias de júri.
“A gente já vem trabalhando nesse processo há anos desde 2019 e hoje vejo que encerra esse capítulo, relacionado a vítima. A sociedade representada pelos jurados entendeu condenar os acusados pelos crimes propostos de forma que o poder judiciário dá por encerrado esses trabalhos hoje depois de três dias”, disse o juiz.
Por fim, Aluízio disse que se sentiu orgulhoso em representar o interesse da sociedade, quando se faz o que gosta.