Governo do Estado anuncia obras em Dourados, Itaporã e outras comunidades indígenas para universalizar o abastecimento e encerrar problema histórico que afeta cerca de 120 mil pessoas
Governador Eduardo Riedel ao lado de Luana Pretto, do Instituto Trata Brasil. (Foto: Juliano Almeida/Campo Grande News)
O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou nesta segunda-feira (22) um plano para universalizar o acesso à água potável nas aldeias indígenas do Estado até o final de 2027. A meta foi apresentada durante a divulgação do estudo “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento no Mato Grosso do Sul”, encomendado pela Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) e apresentado na Governadoria, em Campo Grande.
Durante o evento, o governador Eduardo Riedel afirmou que a ampliação do abastecimento nas comunidades indígenas depende de uma decisão política e da união de esforços entre o Estado, o Governo Federal, a bancada federal e a própria Sanesul.
Segundo ele, aproximadamente 120 mil indígenas em Mato Grosso do Sul ainda enfrentam dificuldades de acesso à água de qualidade. “Nós vamos resolver esse problema”, afirmou o governador ao defender a execução dos projetos já planejados.
De acordo com o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, o trabalho será desenvolvido em duas frentes principais. A primeira contempla as aldeias indígenas de Dourados e Itaporã. O processo licitatório já foi realizado e aguarda os trâmites legais para homologação e emissão da ordem de serviço. A expectativa é que as obras tenham início ainda neste ano e sejam concluídas em cerca de 18 meses.
A segunda frente ocorre por meio de parceria com a Itaipu Binacional. Foram elaborados 19 projetos para aldeias indígenas em diferentes regiões do Estado. Nesta etapa, oito projetos devem ser executados, enquanto os demais poderão ser incluídos em um novo convênio. Segundo a Sanesul, dois editais já foram lançados e os demais devem ser publicados nos próximos meses.
A previsão é que todas as obras comecem ainda em 2026, com os primeiros canteiros sendo implantados entre 60 e 90 dias. A conclusão dos sistemas deve ocorrer ao longo de 2027.
O anúncio ocorre em meio a uma reivindicação histórica das comunidades indígenas sul-mato-grossenses, especialmente da Reserva Indígena de Dourados, considerada a maior reserva indígena urbana do Brasil. Com cerca de 20 mil moradores nas aldeias Bororó e Jaguapiru, a comunidade enfrenta há décadas problemas de abastecimento. A reserva tem mais moradores que 43 dos 79 municípios sul-mato-grossenses.
Com a promessa e futura execução dos projetos anunciados pela Sanesul, a expectativa do Governo do Estado é garantir abastecimento regular e água tratada para todas as aldeias indígenas atendidas pela companhia, reduzindo um dos principais problemas enfrentados pelas comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul.
*Com informações do Campo Grande News