Usina de álcool e açúcar, localizada no interior de São Paulo (SP), pega fogo na manhã de terça-feira (10). Ainda não se sabe o motivo do foco de incêndio, todos os funcionários foram evacuados a tempo e não houve feridos. Em vídeo gravado por um colaborador, é possível ver um ‘redemoinho de fogo’ em um bagaço de cana-de-açúcar.
A agroindústria Viterra Nova Unialco está instalada em Guararapes, em São Paulo, todo o estado está em situação de emergência por conta do alto risco de incêndios. Segundo o boletim divulgado hoje pela Defesa Civil de SP, a região conta com 10 focos de queimadas ativos.
Focos de incêndio espalhados por todo o Brasil
Diversos estados brasileiros registraram queimadas ativa nessa terça-feira. Segundo o Programa Queimadas do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), mais de cinco mil focos de incêndio foram catalogados nessa manhã.
Mato Grosso é o estado com o maior número de focos, são mais de dois mil registros. Pará, Goiás, Tocantins e Mato Grosso do Sul fecham o ranking dos cinco estados com mais focos de incêndio nesta terça-feira.
Mato Grosso do Sul
Até o mês de agosto, os Bombeiros de Mato Grosso do Sul atenderam 3.397 ocorrências de combate a incêndios em vegetação no estado. Em relação às áreas protegidas, são 38 mil hectares queimados em unidades de conservação, 270 mil hectares da Rede Amolar no Pantanal e 362 mil hectares de terras indígenas de Mato Grosso do Sul.
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Alerta de perigo para baixa umidade
Em meio à seca histórica que prevalece no país e em Mato Grosso do Sul, o Estado está sob dois alertas severos relacionados ao perigo oferecido pela onda de calor e baixa umidade relativa do ar.
Nesta terça-feira (10), o Inmet renovou esses alertas, os quais são os de maior escala classificada pelo órgão, sendo os piores índices registrados nas últimas semanas.
Logo, as temperaturas estão 5ºC acima da média histórica, em toda a extensão de Mato Grosso do Sul. Além disso, a umidade do ar está extremamento baixa, abaixo dos 12%, considerada um risco para a saúde e meio ambiente.
A título de comparação, a população sul-mato-grossense enfrenta condições piores que a do Saara. Nas últimas semanas, o deserto do Saara registrou índices de umidade acima de 36%, segundo informações do MetSul.