Wesley, de 9 anos, e Samuel, de 3, têm geno valgo acentuado; família recorre à Justiça e cria vakinha para custear tratamento
Os irmãos Wesley, de 9 anos, e Samuel, de apenas 3, travam uma batalha diária contra uma grave deformidade ortopédica conhecida como geno valgo acentuado, condição que provoca o desalinhamento progressivo das pernas, dores constantes e dificuldade para caminhar. A família mora em Amambai, município localizado a 352 quilômetros de Campo Grande.
Segundo a mãe, Edineia Dias Ferreira, os dois meninos nasceram com a doença de origem genética e, com o passar do tempo, o quadro vem se agravando. Wesley, o filho mais velho, espera há cerca de quatro anos pela cirurgia necessária para corrigir a deformidade. Sem o procedimento, o risco é perder a capacidade de andar e passar a depender de uma cadeira de rodas.
O irmão mais novo, Samuel, também já apresenta dificuldades para caminhar e sente dores frequentes, o que preocupa ainda mais a família. “A cada dia a situação piora, e a gente não vê uma solução próxima”, relata a mãe.
De acordo com Edineia, a cirurgia indicada — chamada artrose — não é realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Diante da negativa e da demora, ela precisou recorrer à Justiça por duas vezes para tentar garantir o tratamento dos filhos. O primeiro processo, após anos de tramitação, acabou sendo cancelado, obrigando a família a ingressar novamente com ação judicial e arcar com custos de consultas, exames e avaliações médicas para comprovar a urgência do caso.
Até o momento, não há data definida para a cirurgia, embora exista a possibilidade de o procedimento ser realizado em Campo Grande, caso haja autorização.
Além de acompanhar a luta dos filhos, Edineia também convive com a mesma doença e igualmente necessita passar pela cirurgia. Mesmo assim, ela afirma que sua prioridade absoluta são as crianças. “Essa doença é genética, eu também preciso fazer essa cirurgia, mas minha prioridade são meus filhos. Eles precisam fazer primeiro”, destaca.
Diante das dificuldades financeiras e da incerteza sobre quando o tratamento será liberado, a família criou uma vakinha online para arrecadar recursos. O valor será destinado à compra de medicamentos de uso contínuo e às despesas que devem surgir quando a cirurgia for autorizada, como transporte, alimentação e estadia fora da cidade.
As informações foram divulgadas pelo Amambai Notícias.
Quem puder ajudar pode acessar o link da campanha na plataforma Vakinha:
https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajuda-para-o-tratamento-de-saude-do-samuel