O texto da "Lei do Pantanal" foi aprovado em 2ª votação pelos deputados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) nesta quarta-feira (13). Algumas emendas fizeram com que o projeto fosse encaminhado para redação final, o que acarreta uma outra votação na próxima semana.
Após a redação final, o projeto deve voltar ao plenário para última votação na próxima terça-feira (19). A expectativa da base do governo é que o Projeto de Lei seja aprovado e sancionado no mesmo dia pelo governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB).
A redação final é uma análise necessária após o texto original sofrer alterações. As emendas vão ser analisadas neste momento. Deputados da base do governo dizem que a "Lei do Pantanal" pode começar a valer em até 30 dias após sanção.
O texto aprovado, nesta quarta, teve 23 votos favoráveis e apenas um contrário, o deputado João Henrique Catan (PL).
Nos bastidores da Alems também há a ansiedade de receber a ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, no dia da sanção. Já que, para ambientalistas e especialistas no bioma, a lei surge como um marco na legislação para proteção e exploração sustentável do Pantanal.
Em mais de 200 anos de exploração do Pantanal, este é o 1º projeto de lei voltado integralmente ao bioma. Estão entre as propostas levadas aos deputados de Mato Grosso do Sul: fundo de Conservação, limite para manejo da vegetação e regras específicas para gado de confinamento.
O PL entregue à ALEMS tenta equilibrar pontos de vistas divergentes e que se encontram ao mesmo tempo. A exploração socioeconômica do bioma, a conservação e os pedidos de atenção são ponderados ao longo do projeto.
Veja abaixo 10 tópicos que se destacam no PL: