Estado contabilizou 1.257 ocorrências em 2025, com taxa superior à registrada no país, apesar de leve redução em relação ao ano anterior.
Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com 1.257 registros de pessoas desaparecidas, mantendo um índice acima da média nacional, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado na quinta-feira (23).
Embora tenha registrado uma pequena redução de 1,8% em comparação com 2024, quando foram contabilizados 1.270 casos, o Estado alcançou uma taxa de 43 desaparecimentos para cada 100 mil habitantes, superior à média brasileira, que ficou em 39,5 por 100 mil habitantes.
Além dos casos de desaparecimento, o levantamento aponta queda no número de pessoas localizadas. Em 2024, foram registrados 1.589 casos de pessoas encontradas, enquanto em 2025 esse total caiu para 1.222.
O anuário ressalta, entretanto, que os registros de pessoas localizadas não correspondem necessariamente aos boletins de desaparecimento registrados no mesmo ano, já que muitos casos são solucionados em períodos posteriores.
O levantamento também mostra que todos os estados da região Centro-Oeste apresentaram índices superiores à média nacional.
O Distrito Federal lidera a região, com taxa de 72,8 desaparecimentos por 100 mil habitantes, totalizando 2.170 ocorrências em 2025.
Na sequência aparecem Mato Grosso, com taxa de 54,2 por 100 mil habitantes e 2.112 registros, e Goiás, que contabilizou 3.881 casos, alcançando índice de 51,6 por 100 mil habitantes.
Em todo o país, o número de pessoas desaparecidas voltou a crescer. O anuário aponta que os registros passaram de 81.401 casos em 2024 para 84.269 em 2025, representando aumento de aproximadamente 3,6%.
O levantamento também traça o perfil predominante das vítimas no Brasil. Dos desaparecidos registrados em 2025, 64,9% eram homens, 64,4% tinham entre 18 e 59 anos e 45,2% pertenciam à população negra.