A um ano das eleições de 2026, o quadro político em Mato Grosso do Sul começa a ganhar forma, e as primeiras sondagens apontam mudanças significativas nas intenções de voto. O levantamento mais recente, divulgado pelo Instituto Idope, mostra equilíbrio em disputas até então consideradas consolidadas, especialmente para o Senado Federal.
O estudo foi realizado entre 20 e 30 de setembro em 25 municípios, ouvindo 3.655 eleitores com margem de erro de 2% e nível de confiança de 95%. O Estado terá, em 2026, 1,96 milhão de eleitores aptos a escolher dois senadores, oito deputados federais e 24 estaduais.
Entre os nomes citados para deputado federal, o destaque é o empresário Carlos Bernardo (PT), de Ponta Porã, que aparece entre os dez mais lembrados com 1,31% das citações espontâneas. CEO da Universidade Central do Paraguai (UCP), ele amplia agora sua atuação para outras regiões do Estado e tem sido citado ao lado de lideranças como Lula, Vander Loubet e Zeca do PT.
Na espontânea, o líder é Renan Contar (3,01%), seguido por Rose Modesto (2,37%), Marcos Pollon (2,6%), Beto Pereira (1,96%), Vander Loubet (1,93%), Geraldo Resende (1,71%), Mara Caseiro (1,64%), Rodolfo Nogueira (1,42%), Dagoberto Nogueira (1,42%) e Carlos Bernardo (1,31%).
Na estimulada, Contar mantém a liderança com 4,82%, seguido de Rose (3,21%), Pollon (2,87%), Beto (2,85%), Resende (2,67%) e Mara (2,30%). Entram no ranking Neno Razuk (2,26%) e Camila Jara (2,02%), enquanto Carlos Bernardo mantém sua posição entre os dez mais lembrados.
O Idope aponta que, a um ano das eleições, o cenário é de forte volatilidade, com maior equilíbrio nas disputas e redução da vantagem de antigos favoritos. A tendência é que as próximas pesquisas revelem movimentações estratégicas dos partidos e redefinição de alianças, especialmente na corrida pelo Senado e pelas cadeiras da Câmara Federal.