Visita técnica reforça preparação da estrutura que deve integrar o Corredor Bioceânico e impulsionar o comércio internacional
Construção iniciada ainda em 2022, a entrega da Ponte Bioceânica já foi prorrogada algumas vezes e, mais recentemente, estava prometida para o último dia de maio. - Reprodução/Receita Federal
A poucos dias da previsão para a conclusão da ligação física entre Brasil e Paraguai pela Ponte Internacional Bioceânica, uma comitiva da Receita Federal realizou visita técnica às obras em Porto Murtinho, na região sudoeste de Mato Grosso do Sul. A inspeção teve como objetivo acompanhar o andamento da infraestrutura que dará suporte ao funcionamento do futuro Corredor Bioceânico.
A agenda foi liderada pelo secretário especial da Receita Federal, Robinson Sakiyama Barreirinhas, que participou inicialmente de um evento sobre a Rota Bioceânica em Campo Grande antes de seguir para Porto Murtinho.
Durante a visita, a comitiva vistoriou a área onde será instalado o Centro Integrado de Controle de Fronteira (CICF), estrutura que concentrará os serviços de fiscalização aduaneira, controle migratório, vigilância sanitária e segurança pública na divisa entre Brasil e Paraguai.
Também participaram da inspeção representantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF), Ministério da Fazenda e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), instituições envolvidas na implantação da nova rota internacional.
Segundo a Receita Federal, a visita reafirma o compromisso dos órgãos federais com a implantação da infraestrutura necessária para garantir uma operação integrada, segura e eficiente da ponte, fortalecendo o comércio exterior e promovendo o desenvolvimento econômico da região.
As obras da Ponte Internacional Bioceânica estão na fase final. No início de junho, restavam cerca de 20 metros para unir definitivamente as estruturas construídas a partir das margens brasileira e paraguaia, momento conhecido como "beijo da ponte".
A travessia ligará Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, à cidade paraguaia de Carmelo Peralta e é considerada a principal obra da Rota Bioceânica.
Iniciada em 2022, a ponte possui 1,3 quilômetro de extensão, 21 metros de largura e ficará a 35 metros acima do Rio Paraguai. O trecho central é sustentado por um sistema estaiado de 632 metros, apoiado em torres de 130 metros de altura.
A obra, orçada em cerca de US$ 100 milhões, é financiada integralmente pela Itaipu Binacional, por meio da margem paraguaia.
A Ponte Bioceânica integra a Rota Bioceânica, corredor rodoviário de aproximadamente 2.400 quilômetros que conectará os portos brasileiros aos terminais de Antofagasta e Iquique, no Chile, passando por Paraguai e Argentina.
Além da conclusão da ponte, o projeto depende das obras da alça de acesso em território brasileiro. Com investimento de aproximadamente R$ 574 milhões, o trecho de 13,1 quilômetros fará a ligação entre a BR-267 e a nova travessia internacional, permitindo o funcionamento pleno do corredor logístico.