Durante ocupação de uma fazenda na cidade de Rio brilhante, nesta sexta-feira (3), três indígenas foram presos após confronto com a Polícia Militar. Eles foram autuados por desobediência, esbulho possessório e resistência.
Conforme a Polícia Militar, os indígenas enfrentaram os militares com arco e flecha e facas. Os policiais utilizaram gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral para tentar despejar os indígenas, mesmo sem ordem judicial de reintegração de posse.
Conforme a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o Ministério Publico Estadual já acompanha a prisão e a Defensoria Pública também foi acionada.
Representante da Fundação Nacional do Índio (Funai) e o assessor jurídico do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Anderson de Souza Santos, também estiveram na delegacia de Rio Brilhante.
Ocupação
Indígenas das etnias Kaiowá e Guarani ocuparam a sede de uma fazenda, em Rio Brilhante, nesta sexta-feira (3). Várias viaturas da Polícia Militar estiveram no local.
Em nota, o Cimi informou que várias famílias foram acampar na sede da fazenda e pedem pela retomada da área, que segundo os indígenas, são terras ancestrais.
Ainda conforme o Cimi, há crianças, idosos e adultos no local da reinvindicação para retomada do território chamado de Laranjeira Nhanderu, pelos povos originários.