Brasil já conta com primeiro antiviral para pacientes com risco de desenvolvimento de formas graves da doença
Otratamento da varíola dos macacos, também conhecida como monkeypox, tem se sustentado em medidas de suporte clínico. As intervenções envolvem manejo da dor e do prurido, cuidados de higiene na área afetada e manutenção do balanço de eletrólitos (ex.: sódio, potássio e cálcio) necessários para o bom desempenho de várias funções do corpo humano.
A maioria dos casos de varíola dos macacos apresentam sintomas leves. No entanto, o Brasil também já recebeu os primeiros tratamentos medicamentosos para pacientes com risco de desenvolvimento de formas graves da doença. O antiviral tecovirimat foi doado ao Brasil pelo laboratório fabricante. “O mundo tem usado essa medicação com resultados positivos e animadores”, destaca o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros.
A autorização é para uso compassivo em casos graves. Em 25 de agosto, a Anvisa aprovou a dispensa de registro para que o Ministério da Saúde importe e utilize no Brasil o medicamento Tecovirimat.
Nesse contexto, a prescrição para paciente com resultado laboratorial positivo para varíola dos macacos com lesão ocular e/ou internado com caso grave, apresentando uma ou mais das seguintes manifestações clínicas:
O medicamento não é indicado para pacientes ou representantes legais que não aceitem o termo de consentimento livre e esclarecido, bem como histórico de alergias a algum de seus componentes ou pacientes com menos de 13kg de peso.
É importante ficar atento aos principais sintomas da varíola dos macacos. Ao sentir algum deles, procure a unidade de saúde mais próxima para diagnóstico e orientações. O sinais e sintomas, em geral, incluem:
O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da monkeypox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.