10/09/2021 15h50
Dourados vai instituir como Política Pública a distribuição de absorventes para adolescentes da rede municipal de ensino, o anuncio foi feito nesta sexta-feira (10) pelo prefeito Alan Guedes (Progressistas) durante reunião com membras da Comissão da Mulher Advogada da OAB 4ª Subseção. A ação faz parte de uma iniciativa da Comissão em combate a ‘pobreza menstrual’, termo que diz respeito a falta de recursos financeiros para compra do item de higiene usado no período menstrual.
A campanha encabeçada pela OAB teve parceria da Coordenadoria Municipal da Mulher e Câmara através dos vereadores Laudir Munaretto, Daniela Hall e Liandra e foi dividida em duas etapas. Na primeira fase foram arrecadados 4 mil absorventes para distribuição no presídio feminino e a segunda fase diz respeito a legislação voltada para atender adolescentes que as vezes até faltam às aulas por não terem absorventes.
A vice-presidente da 4ª Subseção Raíssa Moreira celebrou a conquista "estamos orgulhosos por fazer parte desse momento histórico. O sistema brasileiro ainda é muito machista, por isso a necessidade de luta para vitórias tão importantes como essa. É o início de uma política pública mais ampla".
A Presidente da Comissão da Mulher, Thalita Peixoto afirma que hoje é um dia histórico. "Infelizmente muitas mulheres ainda recorrem a panos velhos, papel higiênico, miolo de pão, trata-se não só de um problema social, mas também de saúde pública, a conquista de hoje é fundamental para começarmos a mudar essa triste realidade".
O Presidente da OAB de Dourados, Alexandre Mantovani destacou a importância da atuação da OAB nessa causa. "Essas mudanças estão acontecendo graças a luta da Comissão da Mulher e mostra a força da nossa 4ª Subseção, que além de atuar em prol da classe também é destaque e tem voz nas principais lutas sociais".
O Secretário-Geral Beto Teixeira afirmou que "essa conquista é muito importante, pois além de garantir que todas as alunas sejam assistidas no seu cuidado pessoal, possibilita que elas não tenham prejuízos à vida escolar e à aprendizagem".
A vice-presidente Loreni Giordani destacou que "vários estudos realizados mostram que muitas meninas faltam às aulas cerca de 45 dias em todo o ano porque não têm acesso ao absorvente e porque não têm orientações e acolhimento. Esse programa que está nascendo hoje vai dar dignidade para muitas adolescentes".