Uma travesti quebrou a cerca elétrica da delegacia de Pronto Atendimento (Depac) em Dourados e fugiu do local pelo telhado vizinho. O caso ocorreu na madrugada desta quinta-feira (19), após ela se recusar a sair de um carro de aplicativo e ser atingida com gás de pimenta.
Conforme ocorrência, motorista atendeu ao chamado dela por volta das 23h, iniciando uma corrida na rua Cuiabá, próximo a uma conveniência, com destino a rodoviária. A corrida estaria sendo realizada por fora do aplicativo.
No meio do caminho, a passageira solicitou que o motorista parasse em uma república, próximo à praça Paraguaia, para buscar seu namorado, tendo o motorista atendido a solicitação, contudo o namorado da travesti não quis entrar no veículo, então seguiram a corrida.
Porém, durante o trajeto, conforme o motorista, a passageira se demonstrou bastante alterada, e quando ele indagou sobre o pagamento, a passageira começou a se esquivar da resposta, assim o motorista pediu para ela descer do veículo, já que não iria pagar a corrida, mas a travesti se recusou.
Desse modo, o motorista se deslocou até a frente da DEPAC e solicitou auxílio da equipe de plantão, para retirar a passageira de seu veículo, pois ela se recusava a descer.
Delegado de plantão, um investigador e uma escrivã foram até o veículo e solicitaram por diversas vezes que a passageira saísse do carro, para o motorista seguir destino e até informaram a ela que iriam chamar outro motorista, mas a travesti se recusou todas as vezes, afirmando que não iria sair do veículo.
Depois de insistir por aproximadamente 10 minutos, conforme ocorrência, sendo recusada todas as vezes, o delegado se utilizou de gás de pimenta. A partir daí a passageira saiu do veículo e começou a correr em direção aos policiais, que necessitaram usar da força necessária para conte-la, porém sem êxito.
A travesti correu para dentro da DEPAC, gritando, foi até o quintal da delegacia, quebrou a cerca elétrica e fugiu pelo telhado de imóvel vizinho. Alguns pertences dela ficaram na delegacia, porém foram recolhidos por ela, por volta das 3h, oportunidade em que apresentou seus documentos e foi qualificada.
O caso foi registrado como perturbação do trabalho ou do sossego alheio, dano qualificado, se o crime contra patrimônio e resistência.