07/10/2021 16h48 - Por: da redação
A dona de casa Eliane da Silva Brito, de 49 anos, vive um dilema quanto ao retorno das aulas 100% presenciais na rede municipal de ensino no próximo dia 18.
Moradora no jardim Santo André, próximo a região central, a filha kauhane está matriculada na escola Etalívio Penzo, no Parque das nações II, distância de 10 km.
"Não sei o que fazer, pois não tenho condições de levá-la na escola. Até então pego as atividades com professores e faço com kauhane em casa", diz a mãe.
A menina cursa o primeiro ano e está matriculada desde o início deste ano. "Ela não foi designada para escola nenhuma, pois não tinha vaga. Tive que brigar muito para conseguir colocá-la lá [Etalívio]", relata a mãe.
Eliane já foi na Secretaria de Educação e em escolas próximos ao bairro dela, mas a resposta são as mesmas: não há vaga. "Fiquei sabendo de uma vaga numa escola do jardim Água Boa, só que foi preenchida rapidamente", disse.
A mãe, que tem problema nos joelhos devido a cirurgia e faz tratamento psiquiátrico, não sabe o que fazer e teme que kauhane perca o ano letivo.