O consumo excessivo de açúcar pode ter correlação com ansiedade, depressão e transtornos bipolares
24/05/2021 10h58 - Por: Cristina Nunes
Muitas pessoas não resistem a um docinho diário e nesses casos é bom ficar em alerta, pois além de contribuir para aumento dos índices de sobrepeso e obesidade, o consumo em excesso pode se tornar uma compulsão, que pode ser resultado de uma ansiedade. A dependência por açúcar é algo real, e a ausência do mesmo pode causar irritação, nervosismo ou até mesmo dores de cabeça.
A nutricionista Bianca Karolayne Lopes, que atende em Dourados, explica que problemas comportamentais e neurológicos, como ansiedade, depressão, transtornos bipolares, síndromes tem uma grande correlação com o açúcar.
"Claro que o estresse e o estilo de vida interfere muito nisso, mas o açúcar tem uma grande correlação também. E tudo isso se explica porque vai além de comer porque gostamos, acontece que, quando ingerimos açúcar nossos receptores de Dopamina se acedem em nosso cérebro, como um céu estrelado, e então sentimos aquela sensação de prazer e acolhimento. E é por isso que somos viciados em açúcar e atrelamos a sensação de recompensa a chocolates e doces. A dopamina é o hormônio responsável por nossos vícios", explicou Bianca.
A nutricionista explica ainda que da mesma forma que a dopamina sobe rápido e a insulina é liberada, estes níveis também caem muito rápido, é aí que nos sentimos tristes, cansados, com hipoglicemia e buscando incansavelmente por mais açúcar. E aí, este efeito rebote do açúcar pode alterar a forma como seu corpo responde ao estresse, deixando-o cada vez mais estressado, ansioso, com fadiga e confusão mental.
Mas será que diminuindo o açúcar conseguimos curar a ansiedade? A nutricionista responde que talvez de forma instantânea não, mas ao longo do tempo sim. "Vamos diminuindo nosso vício, buscando cada vez menos por açúcar, e deixando nossos níveis de insulina e dopamina mais equilibrados, tendo mais autocontrole e saúde ao longo do tempo. Vale sempre lembrar que, quanto mais comemos mais queremos, quanto menos comemos menos queremos", destacou Bianca.