28/05/2021 12h21 - Da redação
O município de Dourados entrará em lockdown a partir de domingo (30) para frear a disseminação da Covid-19. A medida é considerada a mais severa no enfrentamento a pandemia, porém se faz altamente necessária diante do quadro de quase 200 novos casos da doença por dia e de uma média de 50 pessoas na fila de espera por uma vaga de UTI Covid.
Fica proibida a circulação de pessoas nas vias públicas durante todo o dia. As pessoas só podem sair de casa para ir a supermercados, açougues e padarias, farmácias, hospitais e postos de gasolina, mas é preciso seguir algumas restrições. Também fica proibida a venda de bebidas alcoólicas.
Estes estabelecimentos podem abrir, mas devem atender apenas com 50% da capacidade. Será permitida a entrada de apenas uma pessoa por família, salvo em casos de famílias monoparentais e pessoas que precisem de acompanhante devido a condições físicas e psicológicas.
Os supermercados, açougues e padarias podem funcionar de segunda à sábado até às 18h. No domingo, será permitido funcionar até às 14h. As distribuidoras de água e gás podem funcionar de segunda à sábado até às 18h. Postos de gasolina e farmácia podem funcionar 24h dia.
Os serviços de saúde que atendem urgência, emergência e alto risco vão continuar funcionando normalmente. Atendimentos eletivos ficam suspensos. Serviços de transporte de passageiros e ônibus poderão funcionar para pessoas que precisarem dos serviços com 50% de capacidade de pessoas sentadas. Todas as regras do decreto serão publicadas até o final do desta sexta-feira (28).
Pior momento pandêmico
O médico infectologista, David Caravelas, fala do ponto de vista técnico e confirma que é preciso medidas de restrição para tentar diminuir a contaminação. "Desde o dia 18 de maio estamos vivendo o pior momento pandêmico e é preciso alertar o gestor municipal para que baseado no respaldo técnico, ele possa tomar as medidas emergências de forma consciente e programada", destaca o médico referindo-se aos dados sobre a situação da saúde em Dourados.
Já a Dra Rosalina Cruz, representante do Ministério Público Estadual acredita que neste momento, infelizmente, as medidas precisam ser duras e para todos. "A postura e as medidas adotadas pelo prefeito se tiverem o respaldo jurídico, ao MPE caberá fiscalizar. Alguns setores serão mais afetados, mas não vejo outro caminho".