19/03/2021 07h55 - Por: Dourados Agora
Um rapaz de 28 anos, que atropelou o garoto índigena Elian de 6 anos, que morreu no último sábado (13) na MS-156,na Perimetral Norte, em Dourados, se apresentou no fim da tarde de ontem (18) à Polícia Civil, acompanhado de dois advogados. Ele foi ouvido pelo novo Delegado do SIG, Erasmo Cubas e por enquanto responderá em liberdade, porém a investigação segue em andamento.
Na Delegacia, o acusado, que é dentista e disse que faz atendimentos na comunidade indígena, pediu perdão a família do garoto e disse que jamais imaginou que se tratava de uma criança. Antes dele se apresentar, a polícia apreendeu no mesmo dia uma caminhonete Dodge Ram, que ele dirigia no dia do acidente.
Após denúncia, policiais do SIG (Serviços de Investigações Gerais) chegaram até uma oficina localizada na Vila Industrial. No local encontraram o veículo com vestígios de sangue. Também havia cabelo e resquícios de pele humana.
A perícia técnica foi chamada e constatou que, de fato, era sangue, cabelo e pele humana. Com base nos dados da placa da caminhonete, os policiais foram até a casa do proprietário, localizada no jardim Monte Alegre. O dono da Dodge Ram, no entanto, não estava no local e logo depois se apresentou na Delegacia.
O caso
Conforme noticiado pelo Dourados Agora, a criança foi atropelada na manhã de sábado na Perimetral Norte, região de caesso a aldeia Bororó.
O menino, identificado como Elian, teve o corpo espalhado pela pista. A mãe da criança esteve no local. Ela disse que o menino teria problemas neurológicos e saía de casa com frequência. A família é indígena e mora na comunidade Boqueirão, às margens da rodovia.
Pedaço da carenagem de um veículo foi localizada próximo ao corpo. A princípio, achava-se que o acidente teria envolvimento de um caminhão.