Município registra mais de 9,3 mil notificações da doença e segue como principal epicentro nacional da epidemia em 2026
Dourados confirmou nesta sexta-feira (5) a 14ª morte causada por chikungunya em 2026, ampliando ainda mais o peso do município nas estatísticas nacionais da doença. Com o novo registro, a cidade passa a concentrar 38,9% de todos os óbitos contabilizados no Brasil neste ano.
A vítima mais recente é um homem de 68 anos, internado desde 15 de maio no Hospital Universitário. Ele morreu na última terça-feira (3). Segundo informações do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), o paciente apresentava doenças preexistentes, entre elas diabetes e problemas respiratórios crônicos.
Com a nova confirmação, Mato Grosso do Sul alcança 22 mortes por chikungunya em 2026 e permanece como o principal foco da doença no país. O Estado concentra 61,1% dos 36 óbitos registrados nacionalmente e soma 12.864 notificações da arbovirose.
Além de Dourados, os demais registros de mortes ocorreram em Bonito e Jardim, com dois casos cada. Também houve óbitos confirmados em Fátima do Sul, Guia Lopes da Laguna, Douradina e Itaporã.
No cenário nacional, os demais estados com mortes registradas são São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Pernambuco, Rondônia, Roraima, Mato Grosso e Bahia.
Cidade segue como epicentro nacional
Somente em Dourados foram registradas 9.333 notificações da doença desde o início do ano. Desse total, 4.951 casos são classificados como prováveis, 4.545 tiveram confirmação laboratorial, 406 continuam em investigação e 4.382 foram descartados.
Os dados mais recentes também mostram que 29 pacientes seguem internados com suspeita ou confirmação de chikungunya. A taxa de positividade dos exames está em 50%, indicando que metade das pessoas testadas com sintomas teve diagnóstico confirmado.
Entre as 14 vítimas registradas no município, dez eram indígenas. O perfil dos óbitos inclui três bebês — com 48 dias, um mês e três meses de idade —, uma criança de 12 anos e dez adultos, em sua maioria idosos, com idades entre 29 e 82 anos.
Os números reforçam o cenário de alerta permanente no município, que continua liderando os indicadores da doença em Mato Grosso do Sul e no Brasil.