Parte da via permanece bloqueada, e motoristas enfrentam transtornos diários; Cabral quer acesso ao projeto e prazos definidos
Pista central da Coronel Ponciano segue interditada mesmo após um ano de as obras estarem concluídas - Foto: Divulgação
O vereador Inspetor Cabral (PSD) voltou a cobrar, na tribuna da Câmara, uma resposta oficial da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), órgão do Governo do Estado, sobre o projeto de duplicação da Rua Coronel Ponciano, em Dourados. A via, que é uma das mais movimentadas da cidade, segue com trechos centrais bloqueados, obrigando os motoristas a utilizarem as marginais e gerando congestionamentos frequentes.
De acordo com o parlamentar, a Coronel Ponciano é considerada uma arterial estratégica para a mobilidade urbana, interligando diversas regiões e concentrando grande fluxo de veículos diariamente. Apesar disso, as obras seguem sem previsão clara de conclusão, o que aumenta o desgaste da população que depende da via.
Cabral informou que protocolou na Agesul um pedido formal de cópia do projeto de ampliação, buscando garantir transparência e permitir que a sociedade acompanhe os prazos, os custos e a execução da obra. No entanto, não houve retorno oficial do órgão, mesmo após tentativas de contato presencial.
“A falta de resposta da Agesul não pode ser tratada como normal. A sociedade tem o direito de saber em que estágio o projeto está, quais os prazos previstos e como os recursos estão sendo aplicados”, destacou o vereador.
O parlamentar reforçou que continuará cobrando uma posição clara do governo do Estado e exigiu agilidade na liberação das pistas centrais, que permanecem parcialmente fechadas, mesmo com a conclusão da pista de rolamento.
A duplicação da Rua Coronel Ponciano teve a ordem de serviço assinada em setembro de 2022 e integra um projeto do Governo do Estado. A intervenção contou com a duplicação de aproximadamente 2,7 km, entre a BR-163 e a Rua Palmeiras, além da revitalização de 1,5 km, no trecho que vai da Rua Palmeiras até a Avenida Marcelino Pires.
Apesar de as pistas de rolamento prontas há mais de um ano, os trechos centrais permanecem interditados, causando lentidão no trânsito e insatisfação entre os moradores e comerciantes da região.
O projeto de engenharia estaria sendo questionado quanto a sua eficácia. Isso porque a pista central encerra na rotatória de acesso a BR-163, o que poderia deixar o trânsito confuso, já que as pistas laterais também se encontram no mesmo local.