Marli Lange A queda no preço do dólar vai fazer com que o Natal dos douradenses tenha mais alimentos importados à...
Marli Lange
A queda no preço do dólar vai fazer com que o Natal dos douradenses tenha mais alimentos importados à mesa. Alguns supermercados ampliaram em até 40% as quantidades de alimentos comprados no exterior, em comparação ao Natal de 2008. Os produtos importados tiveram uma redução, em média, de 20% nos últimos meses.
A maior oferta está no setor de bebidas, principalmente vinhos e espumantes. Na rede Abevê, por exemplo, a oferta de importados no setor de vinhos e espumantes quase dobrou em relação ao ano passado. O preço em baixa e a boa qualidade dos produtos têm atraído os compradores brasileiros, segundo o gerente de compras do setor de líquidos do supermercado, Vilmar Augusto Matos. Com isso, o consumidor poderá optar em comprar um vinho Argentino, como o "Verzea", por exemplo, a R$ 12,90 a garrafa ou um Chileno, como "Santa Helena" por R$ 16,90. Outra opção é o espumante "Cella Lanbrusco" vendido a R$ 14,90 a garrafa.
Na área de alimentação, uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que o nos últimos 12 meses, o preço do bacalhau importado ficou 13% mais barato, situação que fez os supermercados aumentarem as ofertas nas gôndolas. Nesta lista ainda consta os gêneros alimentícios típicos do Natal, como frutas secas, enlatados, massas, molhos prontos, entre outros.
Segundo o gerente do Abevê do Shopping Avenida Center, exceto os importados, a maioria dos produtos de origem nacional mais vendidos no Natal, como o Panetone e aves, continuam com os preços semelhantes ao do ano passado. Segundo ele, se os importados estão mais baratos, a expectativa é que os produtos brasileiros também venham seguir a mesma tendência para enfrentar a concorrência.
"O excesso de ofertas no mercado vem fazendo com que os preços dos produtos brasileiros sejam praticados iguais ou até menores em relação ao ano passado", disse o gerente. Um panetone tradicional, como Balduco, de 500 gramas, pode ser comprado por R$ 11,00.
O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Jorge Luiz de Souza, diz que a tendência é as pessoas optarem pelos importados, desde que seja mais barato e de melhor qualidade em relação aos produtos brasileiros. Ele observa que os produtos importados vendidos nos supermercados de Dourados não atrapalham as vendas no comércio em geral da cidade, a não ser que o consumidor prefira comprar diretamente das lojas no Paraguai. "Infelizmente é uma realidade que temos que enfrentar por estar tão perto do Paraguai", avaliou.
Para enfrentar esse tipo de concorrência neste Natal, a CDL lançou a campanha "Natal Feliz Cidade" que vai distribuir 300 mil raspadinhas para o consumidor poder concorrer a dez caminhões de mobília, se comprar nas lojas de Dourados que participam da campanha. "O consumidor que comprar em uma dessas lojas, terá o direito a raspadinhas", complementa.
O primeiro sorteio dos caminhões de mobília já será no dia 20 de dezembro, durante as comemorações de aniversário da cidade. O restante, mais oito caminhões, será sorteado no dia 8 de janeiro de 2010, no encerramento da campanha de Natal.