Vendas no varejo variam 0,3% em março

15/05/2018 17h07 - Por IBGE


 
Valter Campanato/Agência Brasil Valter Campanato/Agência Brasil

Em março de 2018, o volume de vendas do comércio varejista nacional variou 0,3% frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal, após recuar 0,2% em fevereiro.

Com isso, a média móvel trimestral teve ligeiro aumento de 0,3% frente ao trimestre encerrado em fevereiro. Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista cresceu 6,5% em relação a março de 2017, o maior resultado desde abril de 2014 (6,7%).

Com isso, o varejo acumulou altas de 3,8% no ano e de 3,7% nos últimos 12 meses, mantendo a recuperação em curso desde outubro de 2016.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o volume de vendas avançou 1,1% em relação ao mês anterior, após relativa estabilidade em fevereiro (0,1%), nesta mesma comparação.

Frente a março de 2017, na série sem ajuste, houve alta de 7,8%, décima primeira taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 6,6% no ano. O acumulado nos últimos doze meses (6,2%) foi o maior desde junho de 2013 (6,4%).

A variação positiva no volume de vendas do comércio varejista na passagem de fevereiro para março de 2018, série ajustada sazonalmente, foi acompanhada por cinco das oito atividades investigadas.

O maior avanço foi observado em Combustíveis e lubrificantes (1,4%), após sequência de quatro meses registrando queda, período que acumulou perda de 4,0%.

Ainda com avanço nas vendas frente a fevereiro, encontram-se: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,1%), Tecidos, vestuário e calçados e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (ambos com 0,7%), enquanto o setor de Móveis e eletrodomésticos (0,1%) praticamente repete o patamar de vendas de fevereiro 2018.

Por outro lado, os recuos frente a fevereiro de 2018 foram registrados em: Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-5,0%) e Livros, jornais, revistas e papelarias (-1,2%), ambos com avanços, respectivamente, de 12,0% e 1,9% acumulados entre janeiro e fevereiro, enquanto o setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,1%), intensifica, em março, a queda observada em fevereiro (-0,7%), acumulando nesses dois meses uma perda de 1,8%, após avançar 2,1% em janeiro.

Com alta de 12,3% frente a março de 2017, o setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo exerceu o maior impacto positivo no desempenho do varejo em março. A taxa do mês é a mais alta desde março de 2012 (12,4%).

Vale destacar que em 2018, a Páscoa ocorreu em março enquanto que em 2017 a comemoração ocorreu em abril.

O aumento real da massa de rendimentos e a redução sistemática da inflação de alimentação no domicílio também explicam o bom desempenho do setor.

Com o resultado positivo de março, o segmento acumulou alta de 5,7% no ano. No acumulado nos últimos doze meses a atividade avançou 3,5%, mantendo-se em trajetória ascendente desde outubro de 2016 (3,5%).

Outros artigos de uso pessoal e doméstico avançou 13,8% em março de 2018 frente a março de 2017 e respondeu pela segunda maior influência positiva sobre a taxa do varejo.

Foi a taxa mais alta desde março de 2015 (15,7%), situando-se bem acima da média do varejo devido ao feriado da Páscoa.

Com isso, o setor acumulou alta de 10,9% no ano, a maior variação entre as atividades do varejo nessa comparação.

O acumulado dos últimos doze meses chegou a 5,8%, o mais elevado desde abril de 2015 (6,8%), mantendo trajetória de recuperação iniciada em setembro de 2016 (-10,4%).

Frente a março de 2018, Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos cresceu 5,0% em relação a março de 2017, exercendo o terceiro maior impacto positivo sobre a taxa global.

Com caráter de uso essencial e contínuo, o setor farmacêutico registrou, em março de 2018, a 11ª taxa positiva consecutiva. A taxa acumulada no ano de 2018 ficou também em 5,0%.

Quanto ao indicador acumulado nos últimos doze meses, o resultado de 4,4% mantém o setor em trajetória ascendente desde abril de 2017 (-3,5%).

Combustíveis e lubrificantes, com variação de -4,8% em março frente ao mesmo mês do ano anterior, exerceu a maior contribuição negativa no resultado total do varejo.

Essa é a nona taxa negativa consecutiva nessa comparação. A elevação dos preços de combustíveis acima da variação média de preços, é fator relevante que ainda vem influenciando negativamente o desempenho do setor .

No acumulado do ano o índice foi de -5,1%, e em doze meses, -3,2%, porém manteve trajetória ascendente desde fevereiro de 2017 (-8,9%).

Frente a março de 2017, Móveis e eletrodomésticos recuou -3,3%, exercendo a segunda maior influência negativa sobre a taxa global do varejo frente a março do ano passado.

O resultado negativo interrompeu sequência de dez taxas positivas, contribuindo para o setor acumular 1,7% de aumento nos três primeiros meses de 2018.

Nos últimos doze meses, a taxa ficou em 9,1%, mantendo a trajetória de recuperação iniciada em março de 2016 (-16,6%).

Tecidos, vestuário e calçados, com variação de -0,7% em relação a março de 2017, registrou a segunda taxa negativa consecutiva nessa comparação, acumulando de janeiro a março um recuo de 1,6%.

O acumulado nos últimos doze meses, com variação de 6,2%, manteve a trajetória de recuperação observada desde outubro 2016 (-11,5%).

Frente a março de 2017, Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação caiu 7,6% em março de 2018, após subir em janeiro (4,7%) e em fevereiro (7,1%). No acumulado no ano a taxa ficou em 0,8% e nos últimos doze meses ficou estável (0,0%).

Livros, jornais, revistas e papelaria, teve queda de 12,6% no volume de vendas frente a março, influenciada especialmente por jornais e revistas, devido à substituição de alguns produtos impressos pelo meio eletrônico.

Com isso, o setor acumulou queda de 8,2% no ano, o recuo mais intenso dentre todas as atividades do varejo (-8,2%).

O acumulado nos últimos doze meses permaneceu negativo (-5,1%), mas sinaliza recuperação desde outubro 2016 (-16,8%).

No comércio varejista ampliado a variação em março foi de 7,8% contra março de 2017. Isso ocorreu, principalmente, devido ao desempenho positivo de Veículos, motos, partes e peças, que, com resultado interanual de 16,0%, respondeu por 43,5% do total do varejo ampliado. Assim, o varejo ampliado chega à 11ª taxa positiva consecutiva nessa comparação.

O setor de Veículos, motos, partes e peças, com expansão de 16,0% no volume de vendas frente a março de 2017, registrou o terceiro resultado a dois dígitos no ano de 2018. Com isso, o indicador acumulado para os três primeiros meses do ano mostrou ganho de 17,9%.

Nos últimos doze meses, com variação positiva de 9,1%, registrou o resultado mais elevado desde maio de 2013 (10,6%) e permaneceu em trajetória ascendente desde fevereiro 2017 (-13,2%).

O segmento de Material de construção, com taxa de -1,7%, interrompeu dez meses de crescimento na comparação com igual mês do ano anterior. Com a perda de ritmo, o acumulado para os três primeiros meses do ano ficou em 3,7%.

O indicador acumulado em doze meses, com aumento de 9,0%, mostrou trajetória ascendente desde julho 2016 (-12,9%) e registrou a taxa mais elevada desde abril de 2012 (9,4%).

Resultados regionais: avanço em 18 estados em março

Frente a fevereiro, as vendas no comércio varejista avançaram, em março, em 18 das 27 Unidades da Federação, com destaque, em termos de magnitude de taxa, para Espírito Santo (5,1%); Distrito Federal (4,4%) e Acre (4,1%).

O estado da Bahia registrou estabilidade nas vendas (0,0%). Por outro lado, Piauí (-3,9%) e São Paulo (-3,6%) mostraram os maiores recuos.

Considerando o comércio varejista ampliado, o avanço atingiu 20 das 27 Unidades da Federação, com destaque para o Acre (3,9%) e o Mato Grosso do Sul (2,8%). Já o Amapá (-5,7%) aparece com queda mais intensa nas vendas.

Frente a março de 2017, houve aumento em 26 das 27 Unidades da Federação, com destaque positivo, em termos de magnitude de taxa, para o Acre (18,0%), o Amazonas (15,6%) e o Espírito Santo (15,1%).

Por outro lado, em Pernambuco (-0,4%) houve a única taxa negativa entre as unidades da federação. Quanto à participação na composição da taxa positiva do varejo, destacaram-se: São Paulo (4,8%), Rio Grande do Sul (12,6%) e Rio de Janeiro (7,9%).

Considerando o comércio varejista ampliado, todas as 27 Unidades da Federação apresentaram variações positivas no volume de vendas na comparação com março de 2017, com destaque para o Espírito Santo (16,3%) e o Amazonas (16,2%).

Quanto à participação na composição da taxa positiva, destacaram-se, pela ordem: São Paulo (8,4%); Santa Catarina (15,7%) e Rio Grande do Sul (10,3%).


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