Organização desclassifica Pro Gol e DS/Ubiratan após confusão generalizada envolvendo comissão técnica e pais de atletas durante decisão em Dourados
As equipes Pro Gol e DS/Ubiratan foram excluídas da 3ª Copa CT Euler Lubfil de Futsal após a confusão registrada na final da categoria Sub-13, disputada neste domingo (31), no ginásio da AABB, em Dourados. A decisão foi anunciada pela organização do torneio após a análise dos episódios de violência que interromperam a partida antes do apito final.
No momento da confusão, o Pro Gol vencia o confronto por 2 a 1 e restavam poucos minutos para o encerramento da decisão. Diante do tumulto, a organização optou por encerrar a partida para preservar a segurança de atletas, familiares e demais pessoas presentes no local.
Em nota oficial, os organizadores lamentaram o ocorrido e destacaram que a competição foi criada com o objetivo de incentivar o desenvolvimento esportivo, educacional e social de crianças e adolescentes. Segundo a organização, atitudes de violência e desrespeito são incompatíveis com os valores defendidos pelo torneio.
Após a apuração dos fatos, foi aplicada a desclassificação das duas equipes envolvidas, conforme prevê o regulamento da competição. A organização reforçou ainda que não tolerará comportamentos que coloquem em risco a integridade física ou emocional dos jovens atletas.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o momento em que membros das comissões técnicas e pessoas identificadas como pais de jogadores iniciam uma troca de agressões dentro da quadra. Durante a confusão, familiares precisaram retirar crianças do local, enquanto alguns atletas tentavam conter os envolvidos.
Em manifestação divulgada pelas redes sociais, o ex-jogador e técnico do DS/Ubiratan, Denis Silva, afirmou que um atleta de sua equipe teria sido intimidado e ofendido antes do início do tumulto. As imagens, porém, mostram que a discussão entre os treinadores evoluiu para agressões físicas, desencadeando a confusão generalizada.
Ao comentar o episódio, Denis pediu desculpas pelo ocorrido e reconheceu que as cenas registradas não condizem com o ambiente esportivo voltado à formação de crianças e adolescentes.
“Vamos trabalhar para que isso não aconteça mais. Tenho a confiança dos pais da escolinha. Vamos trabalhar para educar e disciplinar. A gente sabe que isso não pode acontecer. Minhas desculpas. Isso não irá mais acontecer, porque é lamentável e não pode acontecer”, declarou.
A reportagem tentou contato com a direção da equipe Pro Gol para obter posicionamento sobre a decisão da organização e os acontecimentos da final, mas não recebeu resposta até o fechamento desta matéria.