A apuração sobre o assassinato do padre Alexsandro da Silva Lima, de 44 anos, segue em ritmo acelerado em Dourados, com novos desdobramentos judiciais e o posicionamento firme da Polícia Civil sobre a motivação do crime. Nesta segunda-feira (17), o jovem de 18 anos identificado como autor principal foi transferido para a Penitenciária Estadual de Dourados (PED), após ter sua prisão em flagrante convertida em prisão preventiva.
O segundo envolvido diretamente no caso — um adolescente acusado de participar da ocultação do corpo — permanece sob medida cautelar distinta da prisão, com liberdade provisória concedida pela Justiça. Outros três detidos, um adulto e duas adolescentes, seguem investigados por fraude processual e furto de pertences da vítima após o crime.
Durante o interrogatório, o acusado principal, Leanderson de Oliveira Júnior, de 18 anos , afirmou que teria cometido o homicídio em meio a um suposto convite de ato sexual. A versão, no entanto, foi rebatida pela Polícia Civil. O delegado Lucas Albe Veppo disse que não existe qualquer indício de vínculo sexual ou afetivo entre o suspeito e o religioso. Segundo ele, a narrativa apresentada parte exclusivamente do autor e não encontra sustentação no conjunto de provas.
A investigação continua focada na tese de latrocínio — roubo seguido de morte — com o objetivo de subtrair o veículo pertencente à Mitra Diocesana. O corpo do padre Alexsandro foi localizado no sábado (15), enrolado em um tapete e abandonado no Distrito Industrial, após ter sido morto na noite anterior dentro de sua própria residência.