Uma criança de 2 anos e 10 meses deu entrada em estado grave no posto de saúde do bairro Coophavila II após ingerir bebida alcoólica e sofrer uma queda da cama onde dormia. O caso mobilizou equipes de saúde e a polícia, que investigam suspeita de negligência.
Conforme o boletim de ocorrência, a menina teria ingerido cerca de meia garrafa de catuaba que estava no chão da residência, sem que a mãe percebesse. Após apresentar sonolência, a criança foi colocada para dormir, momento em que acabou caindo da cama e sofreu um traumatismo cranioencefálico.
Após a queda, a menina apresentou tremores, reviramento dos olhos e perda de responsividade, sendo encaminhada imediatamente à unidade de saúde. A avaliação médica apontou quadro de intoxicação alcoólica, traumatismo cranioencefálico com sinais de alarme, hipoglicemia e crise convulsiva.
Diante da gravidade da situação, o médico plantonista levantou a suspeita de maus-tratos por negligência. Ainda segundo o registro policial, a mãe deixou a unidade de saúde alegando que buscaria documentos em casa, mas não retornou. À avó materna, ela teria informado que iria apenas até a residência.
A avó relatou às autoridades que a mãe da criança seria usuária de álcool e drogas, e que a casa onde mora é frequentemente frequentada por usuários de entorpecentes. Ela também afirmou que o Conselho Tutelar já teria sido acionado em outras ocasiões, sem medidas efetivas.
A equipe policial localizou a mãe no bairro Lageado e a conduziu de volta à unidade de saúde. No atendimento médico, a mulher relatou ter consumido bebida alcoólica e feito uso de maconha, além de ter se envolvido em uma briga familiar. Ela apresentava escoriações no braço direito, provocadas por faca, e trauma na perna esquerda, supostamente causados por pessoas que frequentam sua residência.
A criança foi transferida para a Santa Casa, onde permanece sob cuidados médicos. A avó materna se comprometeu a acompanhar a neta durante a internação, mas informou que não assumirá a guarda da criança.
O caso foi registrado na Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário – Centro Especializado de Polícia Integrada) e seguirá sob investigação.