Bruno Henrique e Bruno Alexandre foram sentenciados por execução a tiros em Nova Andradina; dupla também terá que indenizar família da vítima
Bruno Henrique Batista Antunes, de 26 anos, e Bruno Alexandre Silva Nascimento Costa, de 21, foram condenados nesta terça-feira (5) pelo assassinato do influenciador Danilo Vicente de Oliveira, conhecido como “Danty”. O julgamento aconteceu no Fórum da Comarca de Nova Andradina.
Apontado como o autor dos disparos, Bruno Henrique recebeu pena de 20 anos e 3 meses de prisão. Já Bruno Alexandre, que dirigia a motocicleta usada no crime, foi condenado a 12 anos de reclusão. Além das penas, ambos terão que pagar R$ 20 mil de indenização à família de Danilo.
O crime ocorreu na noite de 27 de fevereiro de 2024, quando Danilo foi chamado até a esquina de sua casa, no cruzamento das ruas Walter Hubacher e Anaurilândia, região central de Nova Andradina. Enquanto conversava com uma pessoa, foi surpreendido pela dupla em uma moto. Pelo menos quatro dos seis tiros disparados o atingiram.
Socorrido pelo Samu, o influenciador chegou a ser internado no Hospital Regional da cidade, mas morreu na manhã seguinte. A cena do crime chocou a vizinhança e mobilizou as forças policiais.
Danilo era natural de Taquarussu e vivia em Nova Andradina, onde atuava como criador de conteúdo digital. No Instagram, reunia mais de 116 mil seguidores, sendo figura conhecida na região.
A sessão do Tribunal do Júri começou às 13h e terminou pouco depois das 20h. Presidido pelo juiz Juliano Luiz Pereira, o julgamento contou com o promotor de Justiça Felipe Almeida Marques, do Ministério Público Estadual, e com o defensor público Diego Bortoloni Disperati, responsável pela defesa dos réus.
O Fórum teve reforço na segurança, com presença da Polícia Militar e de policiais penais que acompanharam a escolta dos acusados. Ambos estavam presos desde 15 de abril de 2024, quando foram capturados após investigação da SIG (Seção de Investigações Gerais) da Polícia Civil. Eles seguem custodiados na penitenciária de segurança máxima Jair Ferreira de Carvalho, em Campo Grande.