Letícia Vieira Pires atraiu Gesualdo Xavier, de 67 anos, para um falso negócio imobiliário, o matou com golpes de faca e incendiou o corpo às margens da BR-163
A ex-comerciante Letícia Vieira Pires, de 28 anos, foi condenada a 31 anos, 4 meses e 10 dias de prisão em regime fechado pelo assassinato do oficial de justiça aposentado Gesualdo Xavier, de 67 anos, conhecido como “Xaxá”. O crime ocorreu em 22 de julho de 2024, e o julgamento aconteceu nesta quarta-feira (8), no Fórum de Itaporã.
Após mais de 12 horas de júri popular, o Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), representado pelo promotor de Justiça Radamés de Almeida Domingos. A ré foi condenada pelos crimes de homicídio qualificado (por dissimulação e para assegurar a ocultação de outro crime), estelionato contra idoso, furto qualificado mediante fraude eletrônica e destruição de cadáver.
A sentença, proferida na noite de terça-feira (8), também determinou o pagamento de R$ 200 mil de indenização à família da vítima, como forma de reparação pelos danos morais causados.
As investigações revelaram que Letícia atraiu Gesualdo até um trecho da BR-163, em Douradina, sob o pretexto de uma negociação imobiliária. No local, ela atacou o idoso com golpes de faca no pescoço, roubou seus pertences — entre eles uma corrente, uma carteira e um celular — e em seguida ateou fogo ao corpo, que foi encontrado parcialmente carbonizado às margens da rodovia.
Logo após o assassinato, a mulher utilizou o celular da vítima para realizar duas transferências via Pix, totalizando R$ 2 mil, o que agravou a pena por furto qualificado.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria do crime, bem como as qualificadoras e agravantes apresentadas pela acusação. O Tribunal também classificou o caso como crime hediondo e negou à ré o direito de recorrer em liberdade.
Letícia Vieira Pires, que já estava presa desde a conclusão das investigações, seguirá em regime fechado para o cumprimento da pena.
A condenação encerra um dos casos mais bárbaros e chocantes de 2024 na região de Douradina e Itaporã, que mobilizou a comunidade e teve ampla repercussão pela frieza e crueldade com que foi cometido.