Em menos de 24 horas, duas cargas vindas do Paraguai são apreendidas nas regiões de Dourados e Campo Grande
Em um intervalo de poucas horas, a Polícia Federal apreendeu duas grandes cargas de celulares contrabandeados provenientes do Paraguai, em ações realizadas no fim de semana nas rodovias BR-060 e BR-462, que ligam Campo Grande e Dourados. As apreensões contaram com apoio da Receita Federal e expõem a continuidade da rota de entrada de eletrônicos ilegais no Estado.
Nos dois casos, os produtos estavam escondidos em compartimentos falsos (“mocós”) em veículos que partiram da fronteira.
Em Dourados, os agentes federais localizaram centenas de aparelhos celulares ocultos dentro do compartimento de carga de um carro. O motorista foi preso em flagrante e levado à Delegacia da Polícia Federal, sendo autuado por descaminho.
Horas depois, na BR-060, em Campo Grande, outro veículo vindo de Ponta Porã foi abordado. Os policiais encontraram mais celulares de origem estrangeira escondidos no painel do carro, todos sem nota fiscal e sem registro alfandegário. O condutor também foi detido e encaminhado à Superintendência da PF.
As duas apreensões, realizadas no mesmo dia, reforçam o alerta sobre o tráfico de eletrônicos que circula pelas rodovias sul-mato-grossenses, ligando a fronteira ao interior e à capital.
Na primeira operação, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou um caso de grande proporção em Dourados. Um médico recém-formado, de 36 anos, foi preso transportando eletrônicos avaliados em R$ 2,2 milhões.
A abordagem ocorreu por volta das 19h, no Anel Viário de Dourados, nas proximidades do trevo da Avenida Guaicurus. O homem conduzia um Hyundai Tucson e, durante a fiscalização, os policiais perceberam deformações no porta-malas e no assoalho do veículo.
Ao ser questionado, o motorista afirmou que havia concluído o curso de Medicina no Paraguai e estava voltando para Dourados, onde reside. Dentro do carro, os agentes encontraram 289 iPhones, 13 iPads e um videogame, todos escondidos em compartimentos ocultos.
O chefe da PRF em Dourados, Waldir Brasil, confirmou que o profissional é investigado por integrar uma rede de descaminho responsável por abastecer o mercado ilegal de eletrônicos em São Paulo.