Ação do Gaeco de Santa Catarina cumpriu mandados em seis estados; no Presídio Jair Ferreira Carvalho foram encontrados 18 celulares, maconha e cocaína
Foram apreendidos 18 celulares, 14 tabletes de maconha e porções de cocaína na máxima (Foto: Divulgação)
Duas pessoas foram presas em Mato Grosso do Sul durante a Operação Coluna Sul, deflagrada nesta quarta-feira (1º) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) de Santa Catarina contra integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Além das prisões, agentes apreenderam celulares e drogas no Estabelecimento Penal Jair Ferreira Carvalho, conhecido como presídio de segurança máxima, em Campo Grande.
No presídio foram encontrados 18 celulares, 14 tabletes de maconha e porções de cocaína durante o cumprimento dos mandados judiciais.
Segundo o coordenador estadual do Gaeco, Wilson Paulo Mendonça Neto, esta é a maior operação já realizada pelo grupo, com ações simultâneas em seis estados brasileiros.
De acordo com o delegado Roberto Marin Fronza, a ofensiva é resultado de uma investigação iniciada em 2024, baseada na análise de provas reunidas em apurações conduzidas desde 2021. A investigação identificou dezenas de integrantes da organização criminosa espalhados por diferentes estados, o que levou ao cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão.
Ainda conforme o delegado, os materiais recolhidos e as prisões efetuadas nesta fase devem fortalecer as investigações e subsidiar novas etapas da operação.
Ao todo, a Operação Coluna Sul cumpriu 99 prisões em Santa Catarina, sendo 71 dentro do sistema prisional, 27 em liberdade e uma em flagrante. Também foram registradas cinco prisões no Rio Grande do Sul, oito no Paraná, 12 em São Paulo, uma em Minas Gerais e duas em Mato Grosso do Sul.
Durante o cumprimento dos mandados no Paraná, equipes policiais foram recebidas a tiros por suspeitos. Houve confronto, e um integrante do PCC morreu após atirar contra os agentes com uma pistola equipada com seletor de rajada.
Todo o material apreendido será encaminhado para perícia da Polícia Científica de Santa Catarina. Após a conclusão dos laudos, as evidências serão analisadas pelo Gaeco e pelo Ministério Público de Santa Catarina para dar continuidade às investigações da organização criminosa.