Carreta transportava cerca de 20 toneladas de acetato de etila, substância usada no refino da droga; motorista foi encaminhado à Polícia Federal
Agentes em caminhão com tambores onde estava solvente (Foto: Divulgação | Alfândega da Receita Federal em Corumbá)
Uma operação conjunta realizada na tarde desta quinta-feira (12) resultou na apreensão de aproximadamente 20 toneladas de acetato de etila em Corumbá, município localizado na fronteira entre Brasil e Bolívia. O produto químico é considerado um dos principais insumos utilizados no processamento da cocaína e, segundo estimativas das autoridades, a carga seria suficiente para a produção de cerca de 40 toneladas da droga.
A apreensão ocorreu durante fiscalização realizada por equipes da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os agentes identificaram inconsistências na documentação apresentada para o transporte da mercadoria e decidiram aprofundar a inspeção da carga.
Após a conferência, foi constatado que a carreta transportava grande quantidade de acetato de etila, substância conhecida no meio do narcotráfico como “solvente nobre”. O produto é utilizado na etapa de transformação da pasta-base em cloridrato de cocaína, forma refinada e de maior valor comercial da droga.
De acordo com os órgãos de fiscalização, a quantidade apreendida teria potencial para processar aproximadamente 40 toneladas de cocaína pronta para comercialização, considerando a proporção normalmente utilizada na produção ilícita.
A ação envolveu a equipe de Análise de Risco da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal da 8ª Região Fiscal, sediada em São Paulo, além de servidores da Vigilância e Repressão da Receita Federal em Corumbá e policiais rodoviários federais que atuavam no plantão da região.
A carreta, o produto químico e o motorista foram encaminhados à Polícia Federal, que dará continuidade às investigações. O objetivo agora é identificar a origem da carga, o destino final do material e possíveis envolvidos no esquema de transporte do insumo químico.
As autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre a empresa responsável pela carga nem sobre eventuais prisões decorrentes da ocorrência. O caso segue sob investigação.