Proposta aumenta punições e prevê agravantes para casos com servidores públicos ou uso de armas restritas; texto ainda será analisado pela CCJ e pelo plenário
Câmara debate projeto que endurece penas para quem entrar com celular e armas em presídios - Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (24) um projeto de lei que agrava as penas para quem tentar introduzir ou facilitar a entrada de celulares, armas e drogas em presídios e unidades de custódia. O texto ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo plenário da Câmara, antes de seguir para o Senado Federal.
Atualmente, quem tenta levar celulares ou rádios para dentro de presídios está sujeito a pena de três meses a um ano de detenção. Com o novo projeto, esse tempo passaria para cinco a dez anos de reclusão, além de multa.
O projeto também aumenta a punição para:
O texto aprovado é um substitutivo do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que unifica o PL 4241/24, de autoria do deputado Hélio Lopes (PL-RJ), com o PL 7223/06, do Senado, que determina a instalação de bloqueadores de sinal e identificadores de frequência em estabelecimentos prisionais.
Segundo Lopes, o endurecimento das penas é necessário porque celulares, armas e drogas facilitam a articulação de crimes graves, fomentam motins, ameaçam a segurança de servidores e colocam em risco a vida de detentos e da sociedade.
O projeto também prevê agravantes que podem dobrar a punição em certos casos:
“A participação de servidores públicos viola não apenas a lei, mas também o dever de lealdade e responsabilidade com o serviço público e a sociedade”, destaca o texto.