Audiências no STF começam em 14 de julho e incluem políticos, ex-ministros e o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) serão ouvidos como testemunhas no processo que apura a atuação do chamado “núcleo gerencial” da suposta trama golpista investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os dois filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro foram arrolados pela defesa de Filipe Martins, ex-assessor internacional da Presidência.
A audiência com os irmãos Bolsonaro está marcada para o dia 16 de julho e ocorrerá por videoconferência, conforme autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes. Eduardo atualmente reside nos Estados Unidos.
Ao todo, 118 testemunhas indicadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelas defesas dos réus serão ouvidas entre os dias 14 e 21 de julho. Além de Carlos e Eduardo, outros parlamentares também prestarão depoimento, como os deputados Marcel Van Hattem (Novo-SP), Eduardo Pazuello (PL-RJ) e Hélio Lopes (PL-RJ), e os senadores Eduardo Girão (Novo-RS) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Três ex-ministros do governo Bolsonaro também integram a lista. Onyx Lorenzoni, ex-chefe da Casa Civil, será testemunha de Filipe Martins. Já Ciro Nogueira (PP) e Rogério Marinho (PL) foram indicados pela defesa de Marcelo Câmara, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
As audiências terão início com as testemunhas de acusação, seguidas do depoimento de Mauro Cid —réu no núcleo 1—, que será ouvido como informante. Em seguida, serão ouvidas as testemunhas de defesa.
O núcleo 2 da suposta trama golpista, também conhecido como “núcleo gerencial”, é formado por seis pessoas: os delegados da Polícia Federal Fernando de Sousa Oliveira e Marília Alencar, o ex-diretor da PRF Silvinei Vasques, o general da reserva Mario Fernandes, Filipe Martins e Marcelo Câmara. Eles são acusados de colaborar com a tentativa de subverter o resultado das eleições de 2022.