Crescimento da safra de grãos, avanço da pecuária e expansão do etanol de milho levaram o Estado a movimentar R$ 79,2 bilhões no campo
Mato Grosso do Sul fechou 2025 entre os sete maiores produtores agropecuários do País, ocupando a 7ª colocação no ranking nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP). O Estado respondeu por 5,6% do total brasileiro e movimentou R$ 79,2 bilhões, resultado impulsionado principalmente pelo desempenho expressivo da agricultura e da pecuária.
A produção total de grãos apresentou crescimento significativo, com alta de 18,5%, alcançando 110,49 milhões de toneladas. Dentro desse volume, 28,18 milhões de toneladas correspondem a cereais, leguminosas e oleaginosas. A área colhida também avançou, chegando a 7,56 milhões de hectares, incremento de 5,58% em relação ao ano anterior, conforme dados da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja).
Entre as culturas, o amendoim liderou o crescimento percentual, com expansão de 198% na primeira safra. O sorgo também apresentou salto expressivo, com alta de 157,4%, enquanto o milho da segunda safra registrou aumento de 79,9%. Houve ainda ampliação relevante das áreas plantadas, especialmente com girassol, amendoim e sorgo.
O valor bruto da produção estadual teve avanço de 21,3% em comparação com 2024. A agricultura concentrou a maior parcela do resultado, respondendo por 64,4% do VBP, com R$ 51,04 bilhões. Já a pecuária representou 35,6% do total, somando R$ 28,16 bilhões.
No segmento pecuário, a piscicultura permaneceu com o maior número de animais, mesmo diante de retração no volume produzido. O Estado também registrou aumento no abate de bovinos, que chegou a 4,1 milhões de cabeças, além de 3,5 milhões de suínos processados ao longo do ano.
O desempenho do agro sul-mato-grossense foi reforçado pela safra recorde de soja e milho, estimada em cerca de 28 milhões de toneladas, e pela expansão das usinas de etanol de milho. A produção de biocombustível atingiu 1,58 bilhão de litros, crescimento de 58% no ciclo atual.
Outras cadeias produtivas ganharam relevância, como a citricultura, o amendoim e o setor florestal. A área cultivada com eucalipto ultrapassou 1,89 milhão de hectares, impulsionada pela expectativa de instalação de novas plantas industriais nos municípios de Inocência e Bataguassu, ampliando ainda mais o peso do setor florestal na economia estadual.