Estado registra menor índice da década entre 2022 e 2025 com oferta de DIU e implantes subdérmicos
A taxa de gravidez na adolescência em Mato Grosso do Sul atingiu o menor patamar dos últimos dez anos, impulsionada pela ampliação do acesso a contraceptivos de longa duração ofertados pelo Sistema Único de Saúde. Entre 2022 e 2025, o índice caiu de 14,92% para 12,65%.
Entre os métodos disponibilizados estão o DIU e os implantes subdérmicos, incorporados de forma mais ampla às ações de planejamento familiar no Estado. O acesso começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde a mulher recebe orientação da equipe de saúde e inicia o acompanhamento para a escolha do método mais adequado, respeitando sua preferência.
Segundo a enfermeira e gerente de Saúde da Mulher da Secretaria Estadual de Saúde, Francielly Rosiani da Silva, durante a consulta são apresentados detalhes do procedimento, possíveis efeitos e a necessidade de acompanhamento. “A mulher recebe todas as informações — prós, contras, funcionamento do método e documentação — para decidir com segurança”, afirma.
Em muitos municípios, a inserção ocorre na própria UBS, quando há profissionais capacitados e estrutura adequada. Onde isso não é possível, as secretarias municipais organizam unidades de referência. A própria UBS faz os encaminhamentos dentro da rede do SUS, garantindo continuidade do cuidado.
A SES orienta que a mulher procure a unidade onde já é acompanhada, pois o vínculo com a equipe facilita o atendimento e o acompanhamento ao longo do tempo, tornando o processo mais ágil e humanizado.