O mercado de jogos para dispositivos móveis nunca esteve tão aquecido. Segundo pesquisas recentes, este mercado deve cruzar a barreira dos USD 100 bilhões até o final deste ano, no mundo todo. As projeções de mercado apontam para um crescimento de 10,39% até o final de 2029.
Este mercado vem sendo impulsionado pela ampla acessibilidade à dispositivos móveis ao redor do mundo (quase 90% da população mundial possui pelo menos um smartphone), além da expansão do acesso à internet móvel, que hoje chega a aproximadamente 5,45 bilhões de pessoas.
Empresas que se dedicam ao desenvolvimento destes jogos contam com um enorme público em potencial. Porém, qual é o papel do usuário neste mercado, para além da função de consumidor final?
Se os jogos eletrônicos entraram na cultura popular através de consoles pesados e nada portáteis, hoje podem ser aproveitados de qualquer lugar, a qualquer hora. De fato, a experiência de jogo em celulares modernos ou tablets de ponta é bem próxima dos melhores consoles atuais. Franquias como Assassin 's Creed, Call of Duty e Rainbow Six podem ser jogadas em modo multiplayer nestes dispositivos, sem sacrifícios de gráfico ou jogabilidade.
Nem só de jogos para videogame e aplicativos como Candy Crush, vive a comunidade gamer. Existem diversas opções de jogos que dispensam o download de aplicativos e não tomam nenhum espaço de memória nos aparelhos. São jogos que rodam diretamente nos navegadores móveis, indo de jogos como Tetris até cassinos online. Não faltam blogs e plataformas especializadas nesse nicho de mercado, como https://cassinos.info/. Os cassinos online oferecem um entretenimento similar aos clássicos títulos de videogames, pois as plataformas de apostas possuem os famosos slot games que conseguem criar uma atmosfera capaz de prender a atenção do jogador e transportá-lo para cenários e ambientações temáticas altamente caracterizadas.
Porém, o papel do jogador mudou muito nos últimos anos, deixando a posição passiva de consumidor final para contribuir ativamente para o desenvolvimento de novas aventuras. É um círculo virtuoso: se por um lado, o sucesso dos jogos ainda depende da aprovação de seu público, tanto jogadores quanto desenvolvedores só têm a ganhar quando os hábitos e sugestões dos primeiros são levados em consideração, resultando em mudanças reais nos jogos.
Para desenvolvedores, o feedback dos jogadores tem tanto valor quanto uma pesquisa de mercado. Com base nos hábitos e sugestões da comunidade gamer, os desenvolvedores podem criar jogos com menor chance de fracasso, evitando desperdício de tempo, reputação e recursos preciosos.
Além do feedback direto dos usuários, novas tecnologias como inteligência artificial e aprendizado de máquina também vem auxiliando os desenvolvedores. Com estas tecnologias, os jogos podem “aprender” os gostos e os hábitos dos usuários, criando experiências de jogo únicas e altamente personalizadas. Estes dados também servem para nortear a criação de novas aventuras, com os temas mais variados.
A utilização da tecnologia de blockchain também já é uma realidade para jogos móveis. Além de segurança e transparência, esta tecnologia permite a criação descentralizada de novos títulos, contando com a colaboração de diversos usuários ao mesmo tempo. Esta tecnologia permite ainda que os jogadores troquem e comercializem itens de jogo sem precisar de intermediários.
Os usuários também estão cada vez mais participativos no processo de criação, através de campanhas de financiamento coletivo e colaboração coletiva para o desenvolvimento de novos títulos. Plataformas como GamerThrong são pioneiras neste nicho, apontando para uma tendência que deve ganhar cada vez mais espaço.
Afinal, com financiamento coletivo e participação ativa da comunidade de jogadores a qual o game se destina, as chances de fracasso são ínfimas. A colaboração entre usuários e desenvolvedores também acelera a identificação e correção de bugs e a um maior refinamento das mecânicas e da experiência de jogo em si.
O desenvolvimento coletivo de jogos também traz desafios como proteção de propriedade intelectual, feedbacks nem sempre relevantes, sem falar na difícil tarefa de agradar à todos os envolvidos e atender aos requisitos de diferentes legislações. Mesmo assim, este modelo de desenvolvimento parece ter um futuro promissor, já que ajuda a aumentar o engajamento da comunidade gamer no processo criativo e um público garantido para novos lançamentos.
Espera-se que num futuro próximo o portfólio de games coletivos conte com tecnologias cada vez mais avançadas, como realidade virtual e realidade aumentada. Ambas as tecnologias já estão revolucionando os jogos tradicionais, tornando-se mais populares na medida em que estes dispositivos ficam mais baratos no mercado.
Apesar de todas as revoluções tecnológicas incorporadas pela indústria dos games desde seus primeiros dias, uma lógica simples de mercado permanece intacta: é preciso conquistar o consumidor final. Neste sentido, as tecnologias citadas acima servem para aprimorar os esforços dos estúdios em lançar um sucesso de mercado atrás do outro, criando experiências sob medida para cada jogador, algo impensável para o Atari, Super Nintendo e similares, hoje tão nostálgicos quanto limitados.
A falta de compreensão sobre os gostos e aspirações dos consumidores já levou a indústria dos games a lançar títulos completamente bizarros, com pouco ou nenhum sucesso. A solução para a falta de sintonia entre gamers e criadores é tão simples quanto é eficiente: escutar e aprender com a comunidade gamer. Graças ao constante aprimoramento de tecnologias digitais chave para este setor, como IA, ML e blockchain, esta colaboração tende a ficar cada vez mais direta e objetiva.
A expansão da cobertura 5G e ampla acessibilidade a dispositivos móveis garantem um público crescente e potencialmente internacional para desenvolvedores de games para este formato. Porém, nem todo o aparato tecnológico seria o suficiente para evitar um fracasso de mercado, caso o fator mais importante não seja levado em consideração: a opinião da comunidade gamer. Não é à toa que todos os indicadores de mercado para este setor apontam para cima.