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sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Tio que participou de estupro coletivo de sobrinha é encontrado morto na PED

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12/08/2021 17h28 – Por: Flávio Verão

O tio da criança Raíssa, de 11 anos, estuprada e morta no fim de semana na aldeia Bororó, em Dourados, foi encontrado morto nesta quinta-feira (12) em uma das celas da PED (Penitenciária Estadual de Dourados).

Identificado como Elinho, de 34 anos, ele confessou ter participado do estupro coletivo que vitimou a sobrinha. A menina, após ser abusada, foi atirada viva de uma pedreira de mais de 20 metros de altura.

Ele estava preso na PED e dividia a cela com outro detento. Na tarde de hoje foi encontrado morto pendurado com tiras de panos no pescoço. A polícia investiga as causas da morte.

Edinho ainda confessou que praticava os abusos desde quando Raíssa tinha 6 anos de idade. O caso não era conhecido pelas lideranças indígenas, agentes de saúde e Conselho Tutelar.

Conforme apurou a polícia, todos os envolvidos no crime estavam sob efeito de bebida alcóolica e crack. A família da menina também tem sérios problemas com bebida.

Lideranças indígenas têm questionado a grande presença de drogas nas aldeias Jaguapiru e Bororó em Dourados. Juntas têm mais de 18 mil moradores, maior que muitas cidades do Estado.

Por serem aldeias urbanas, problemas ilícitos da cidade estão bastante presente entre os indígenas. Lideranças têm clamado para autoridades públicas medidas de combate às drogas.

Vulnerabilidade

Raíssa morava em uma casa de lona com os pais e irmãos. Também vivia na casa de parentes, todos próximos e em situação de extrema vulnerabilidade.

“Infelizmente o socorro não chegou até a nossa pequena. Infelizmente não conseguimos alcançar os seus sonhos! Infelizmente ela não foi ouvida! Infelizmente a gente só consegue ver a dor do outro quando há sangue, quando as vísceras estão expostas. Estamos fadados ao fracasso humano”, descreveu a conselheira Tutelar Alice Rocha, após visitar a moradia da família.

“Raíssa vivia em um barraco bem distante, seu choro não ecoava, embora o seu catavento rosa continuava ali tentando assinalar que ela precisava ser salva. Devemos muito a Raíssa, muito mesmo”, finalizou.

Raíssa vivia em uma moradia de lona com a família - Foto: Alice Rocha

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