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quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Ações mais impactantes da COP26 apontam avanços nas mudanças climáticas

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Os compromissos firmados na última Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP26, terão um impacto em nossas vidas “mais cedo do que pensamos”.

A avaliação é da chefe de Comunicações sobre o Clima da ONU. Martina Donlon esteve em Glasgow e comentou os compromissos mais significativos celebrados durante a conferência em uma entrevista.

Para ela, o documento final da conferência, o Pacto Climático de Glasgow, é “um compromisso insuficiente”, mas que fornece alguns “passos positivos” na direção certa para adaptação e ação climáticas.

Em entrevista exclusiva ao UN News, a líder de Comunicações do Clima do Departamento de Comunicações Globais da ONU, Martina Donlon, apontou os compromissos mais impactantes dentre os muitos acordos e iniciativas anunciados na 26ª Conferência do Clima da ONU (COP26). Segundo ela, estes estão relacionadas à redução gradual do carvão e aumento de apoio financeiro para adaptação climática.

Donlon reconheceu que após duas semanas de duras negociações, o Pacto Climático de Glasgow é “um compromisso insuficiente”, especialmente para pequenos Estados insulares e outros vulneráveis países, no entanto, fornece alguns “passos positivos para a frente”. 

A oficial de comunicação pontuou que em um futuro próximo “veremos mais carros elétricos e eles se tornarão mais acessíveis e cada vez mais movidos a energia eólica e solar” e isso servirá como indicador do compromisso dos negociadores da COP26 em abandonar combustíveis fósseis. 

Redução gradual do carvão – Embora o mundo precise de um corte de 6% nos combustíveis fósseis para evitar o pior do aquecimento global, espera-se que as minas de carvão, como as de Samacá, na Colômbia, aumentem a produção em 2%.

Donlon destacou que, na conclusão da conferência, os países concordaram em acelerar a ação durante “esta década decisiva” para cortar as emissões globais pela metade, para atingir a meta de temperatura de 1,5°C, conforme descrito no Acordo de Paris de 2015.

chaminés de usinas despejam fumaça
Legenda: O Pacto de Glascow menciona pela primeira fez a redução do carvão e uma eliminação dos subsídios aos combustíveis fósseisFoto: © Patrick Federi/Unsplash

O documento final da COP26, conhecido como Pacto Climático de Glasgow, também convida 197 países a apresentarem planos de ação nacionais mais fortes para ações climáticas cada vez mais ambiciosas no próximo ano – antecipando o prazo de 2025 estabelecido no cronograma original – na COP27, que está programada para acontecer no Egito. 

Ela também observou que o Pacto pede uma redução do carvão e uma eliminação dos subsídios aos combustíveis fósseis. Estas duas questões-chave nunca haviam sido explicitamente mencionadas em uma decisão nas negociações sobre o clima, apesar do carvão, petróleo e gás serem os principais motores do aquecimento global. 

De acordo com a funcionária da ONU, Glasgow sinalizou “uma mudança acelerada dos combustíveis fósseis para as energias renováveis”. 

Dobrando o apoio financeiro – Outro resultado impactante do texto final é seu apelo à duplicação do financiamento para apoiar os países em desenvolvimento na adaptação aos impactos das mudanças climáticas. 

“Embora isso não forneça todo o financiamento necessário aos países mais pobres, o fato de os países desenvolvidos concordarem em dobrar seus fundos coletivos para adaptação é uma grande melhoria”, ressaltou a oficial de comunicações do clima.  

Ela enfatizou que o secretário-geral da ONU tem pressionado por mais financiamento para proteger vidas e meios de subsistência, e disse que isso “beneficiaria especialmente os países menos desenvolvidos e pequenos Estados insulares”.

Metano, carvão e florestas – Houve uma série de outros acordos e anúncios, envolvendo metano, carvão, florestas e transporte sustentável, que poderiam ter impactos muito positivos se implementados, disse a funcionária. 

“No entanto, a maioria desses compromissos são voluntários, então não há garantias de que governos, investidores e empresas cumprirão”, lamentou.

Donlon reconheceu que, embora provavelmente não haja um impacto imediato em nossas vidas diárias, as decisões tomadas na COP26 afetarão as ações governamentais em uma série de medidas e acabarão sendo perceptíveis na vida das pessoas. 

A COP26 também enviou um sinal aos mercados de que não é mais aceitável investir em setores altamente poluentes. 

“Portanto, essas mudanças terão um impacto em nossas vidas, provavelmente mais cedo do que pensamos”, apontou. 

Os efeitos ondulantes de Glasgow – Segundo a correspondente climática, a eliminação do carvão significa que as pessoas em cidades altamente poluídas terão um ar mais limpo para respirar e menos doenças respiratórias.  

Além disso, o aumento do financiamento para proteger vidas e meios de subsistência permitiria que pequenas ilhas implementassem sistemas de alerta precoce para inundações e tempestades. Os pequenos agricultores teriam safras e sementes mais resistentes para garantir a segurança alimentar. 

As decisões tomadas a nível global “acabam por impactar a vida de todos”, atestou Donlon.

Veja aqui a entrevista completa da oficial de comunicações da ONU em inglês.

Fonte ONU

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