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sábado, 2 de julho de 2022

Como o mercado de games está enfrentando a crise climática?

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Por ONU

Parte da Aliança Jogar pelo Planeta, iniciativa liderada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), 50 empresas de jogos estão empenhadas em incorporar temas ambientais em seus produtos.

O público somado destas empresas é de mais de 130 milhões de jogadores. Além de incluir nos games ativações ambientais, as empresas também estão promovendo ações para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa e o plástico em seus produtos, além do plantio de milhões de árvores.

Como exemplos desta iniciativa estão os jogos Pac-Man, que no ano passado trouxe um tema de reflorestamento para arena, e o Pokémon GO que permitiu que os jogadores vestissem seus personagens com roupas temáticas do Dia da Terra.

As primeiras imagens são viscerais e desconcertantes: uma paisagem distópica dominada por tempestades agitadas, incêndios e erupções que ameaçam devorar a pouca vida que resta em um planeta em extinção.

Não, isso não é um filme de Hollywood. É um videogame: Away: The Survival Series. Nele, os jogadores controlam um petauro-do-açúcar — um marsupial noturno conhecido por sua habilidade de planar— e têm como objetivo mantê-lo vivo, atravessando uma paisagem que está sempre mudando, assolada pela crise climática.

Lançado ano passado pela desenvolvedora independente canadense Breaking Walls, Away é parte de uma nova categoria de jogos focados no meio ambiente. Os títulos são parte de um esforço para engajar os mais de dois bilhões de jogadores do mundo no que é chamado “empurrão agora ou nunca” para salvar o planeta.

“Este meio tem um alcance e uma organização incríveis”, diz o diretor de Educação, Juventude e Advocacy do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Sam Barratt. Aproximar-se do público por meio de videogames “definitivamente funciona”, acrescentou.

Globalmente, uma em cada três pessoas joga videogames. Essa é uma audiência atrativa para que ativistas ambientais transmitam suas mensagens sobre a crise climática e outras ameaças planetárias.

Para alcançar esse público, o PNUMA lançou em 2019 a Aliança Jogar pelo Planeta, uma parceria com a indústria de jogos. Até agora, 50 empresas de jogos, cujo público é de mais de 130 milhões de jogadores, já fazem parte, incorporando temas ambientais em seus produtos. Além disso, há muitas evidências de que incentivos integrados em jogos podem impactar significativamente o comportamento do mundo real. Barratt destacou o jogo Fortnite, que arrecadou 170 milhões de dólares para a Ucrânia.

Próximo nível – Desenvolvedoras independentes como a Breaking Walls não são as únicas que estão abraçando o ambientalismo. Algumas das maiores do mundo já têm lançado jogos e ativações com temas ambientais. No ano passado, o jogo Pac-Man trouxe um tema de reflorestamento e o Pokémon GO permitiu que os jogadores vestissem seus personagens com roupas temáticas do Dia da Terra. Outros títulos notáveis incluem a June’s Journey, no qual é possível comprar decorações de árvores no jogo, cuja a desenvolvedora Wooga se compromete a corresponder plantando uma árvore no mundo real. Uma ativação no jogo Monument Valley 2 permite que os jogadores aprendam sobre a importância das árvores, encorajando-os a apoiar uma petição de conservação florestal chamada Play4Forests.

Outras empresas de tecnologia também adotaram o ambientalismo. No ano passado, o Google Flights começou a fornecer aos viajantes estimativas de suas pegadas de carbono. A Amazon agora rotula produtos que são favoráveis ao clima. E o grupo financeiro Ant Group plantou mais de 120 milhões de árvores em nome dos clientes.

Especialistas dizem que esses incentivos digitais são cruciais, pois o mundo está diante de uma calamidade ambiental. “Nossas práticas de consumo estão exercendo uma tremenda pressão sobre o planeta, impulsionando a mudança climática, aumentando a poluição e levando as espécies à extinção”, diz o coordenador de Transformação Digital do PNUMA, David Jensen.

“Esses incentivos digitais ecológicos ajudam os consumidores a tomar decisões melhores, bem como a levar as empresas a adotar práticas sustentáveis coletivamente”.

Inovações – Uma parte fundamental da Aliança Jogar pelo Planeta é o Green Game Jam. Essa competição anual, que conta com a participação de alguns dos maiores nomes dos jogos de computador, celular e console, envolve a integração de ativações relacionadas à mudança climática aos jogos. Em apenas dois anos, a competição atingiu 50 grandes empresas de onze desenvolvedoras.

“O Green Game Jam é o nosso piloto para testar até onde podemos ir sobre as questões ambientais, e os sinais são promissores”, explica Barratt. A competição do ano passado arrecadou cerca de um milhão de dólares e provocou o plantio de centenas de milhares de árvores.  “Embora seja cedo, o resultado superou tudo o que esperávamos. As empresas que estão mais acostumadas com a competição por audiência e talento agora estão colaborando para o enfrentamento dos desafios ambientais”.

Além disso, 60% dos membros da Aliança se comprometeram em pelo menos adotar a neutralidade de carbono até 2030. A Young Green Game Jam é lançada com financiamento do TiMi Studios e apoio de estudantes de mais de 300 universidades.

À medida que a tecnologia evolui, os pesquisadores veem potencial tanto na realidade virtual (RV) quanto na realidade aumentada (RA) na educação sobre mudanças climáticas. O Virtual Human Interaction Lab da Universidade de Stanford (Laboratório Virtual de Interação Humana, na tradução literal), por exemplo, tem usado a RV para avaliar a percepção sobre todos os aspectos, desde o desmatamento até a acidificação oceânica. Em alguns casos, a atividade mergulha os participantes em corpos de corais ou entre um grupo de animais bovinos. Os pesquisadores descobriram que a natureza imersiva dessa experiência interativa não só ajuda as pessoas a entender melhor as questões ambientais, mas também lhes dá um maior senso de urgência.

Mundos virtuais podem permitir que os usuários tenham experiências que de outra forma seriam impossíveis, e à medida que a tecnologia melhora, essas experiências podem se tornar mais realistas e impactantes quando se trata de conduzir ações climáticas.

Dia Mundial do Meio Ambiente – Sediado pela Suécia, o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho de 2022, terá como tema “Uma Só Terra” — com foco na ‘Vida Sustentável em Harmonia com a Natureza’. Siga a hashtag #UmaSóTerra nas redes sociais e faça parte de ações globais transformadoras, pois proteger e restaurar o planeta são uma responsabilidade global.

Aliança Jogar pelo Planeta – A Aliança Jogar pelo Planeta (Playing for the Planet Alliance, em inglês) foi lançada em 2019 durante a Cúpula da Ação Climática na sede da ONU em Nova Iorque. Ao aderir à Aliança, os membros assumiram compromissos que abrangem desde a integração de ativações verdes em jogos, a redução de suas emissões, o apoio à agenda ambiental global por meio de iniciativas que incluem o plantio de milhões de árvores até a redução do plástico em seus produtos.

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