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segunda-feira, 4 de julho de 2022

Maio roxo: alerta a Doenças Inflamatórias Intestinais

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Por Bruna Bernardo – Nutricionista

O mês de maio marcado pela cor roxa é referente a um alerta de conscientização da população para diagnóstico precoce das doenças intestinais, estendendo-se por todo mês e não apenas ao dia 19 de maio, Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal (DII).

Dados mostram que essa doença atinge cerca de 10 milhões de pessoas em todo o mundo, e segundo a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), 13,25 em cada 100 mil habitantes em nosso país.

As enfermidades mais prevalentes no grupo de DII são Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa. Ambas são doenças crônicas, mas dentre os diferenciais a Doença de Crohn pode acometer qualquer ponto do trato digestivo, desde a boca até o ânus, a maior parte dos casos afeta a parte inferior do intestino delgado e o grosso. Já a retocolite ulcerativa é mais superficial atingindo o intestino o grosso.

O acompanhamento nutricional é benéfico para amenizar os sintomas e auxiliar no tratamento dessas doenças. Não é necessária uma dieta especifica para Doença de Crohn e Retocolite, mas alguns dos pacientes sentem desconforto ao consumirem produtos lácteos, por exemplo, apresentando cólicas intestinais ou diarreia. Podem adaptar a dieta e optar por consumirem leite de castanhas como amêndoas, coco, no lugar do leite de vaca, ou passar a consumir a enzima digestiva lactase, produtos zero lactose também são de fácil acesso atualmente.

Numa fase aguda, onde há inflamação, principalmente na Doença de Crohn por conta do estreitamento da porção final do intestino delgado, é indicado reduzir o consumo de fibras, pois essas acrescentam resíduos as fezes. É interessante evitar frutas com bagaço, casca, in natura, sem ser em suco; vegetais; sementes; grãos e farelos.

É importante frisar que indivíduos em estado crônico das DII faz-se necessário acompanhamento multiprofissional, como médico e nutricional para verificar absorção de vitaminas. Isso porque dependendo da localização da inflamação já ocorrida, ou cirurgia de retirada de porção intestinal dificulta a absorção de algumas vitaminas como: vitamina B12. Além do baixo consumo de fibras, limitar o consumo de frutas e vegetais, assim reduzindo o consumo de vitamina C. A suplementação deve ser feita sob orientação de um profissional capacitado. Uma dieta equilibrada é bem vinda, com restrição a alimentos gordurosos, ultraprocessados. As DII não tem cura, mas um tratamento adequado permite controle da condição inflamatória e dos sintomas, melhorando a qualidade de vida do paciente.

Sobre a Nutri

Sou Bruna Bernardo, Nutricionista, graduada pela UFGD – Universidade Federal da Grande Dourados. Pós graduada em Nutrição Clinica, Esportiva, Estética e Fitoterápicos. Atuo na área de Emagrecimento Estético com Método Exclusivo com perdas de peso de até 2kg em 21 dias e Nutrição para Esportistas.

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