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sexta-feira, 12 de abril de 2024

Deputado suspeito do caso Marielle chega a Campo Grande

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Suspeito de ser um dos mandantes da morte da vereadora Marielle Franco, o deputado federal Chiquinho Brazão  já chegou em Campo Grande por volta das 10h50, acompanhado de um grande reforço policial no Aeroporto, pelo menos quatro viaturas da polícia penal estavam esperando pelo suspeito. Deputado saiu de Brasília por volta das 08h40 da manhã. Chiquinho chegou acompanhado do irmão, Domingos, que deve seguir para Porto Velho.

Chiquinho Brazão foi transferido de Brasília para a Penitenciária Federal de Campo Grande, onde deve ficar por tempo indeterminado. A transferência foi realizada como forma de segurança. O deputado se diz inocente e afirma ainda que tinha boa relação com a vítima Marielle Franco.

Deputado é suspeito de mandar matar Marielle e Anderson — ele é deputado federal pelo União Brasil do Rio de Janeiro e, à época do crime, era vereador e foi autor de uma lei que pode ter motivado o crime.

Chiquinho Brazão chega à Campo Grande
Chiquinho Brazão é suspeito de mandar matar Marielle e Anderson (Foto Luciano Muta)


Domingos Brazão também é suspeito de mandar matar Marielle e Anderson — irmão de Chiquinho, ele é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro e, à época do crime, era deputado estadual;  Rivaldo Barbos, outro suspeito de ajudar a planejar o crime e de atrapalhar as investigações — ele é delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro e, um dia antes do crime, tomou posse como chefe da Polícia Civil no estado.

A motivação do crime pode ter sido um embate entre Marielle Franco e Chiquinho Brazão em torno de um projeto de lei que regularizava terrenos dominados pela milícia. A então vereadora era contra a proposta e era considerada o principal ponto de resistência dentro da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.

A lei foi aprovada, mas vetada pelo então prefeito Marcelo Crivella. O veto foi derrubado pelos parlamentares, o que motivou o MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) a entrar com uma ação no TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). O tribunal declarou a lei inconstitucional por “usurpar a função do chefe do Executivo e ferir a constituição do estado do Rio de Janeiro.”

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