Guerreiro descansou: Michel Maruyama morre aos 33 anos

20/03/2017 14h11 - Por: Flávio Verão

 
Michel fez transplante de medula óssea, mas a doença voltou
Foto: Arquivo Michel fez transplante de medula óssea, mas a doença voltou
Foto: Arquivo

Depois de travar três anos de batalha contra a leucemia, o militar Michel Maruyama, de 33 anos, não resistiu e morreu neste fim de semana. Natural de Campo Grande, ele tinha familiares em Dourados, uma das dezenas de cidades espalhadas pelo País que fez campanha para ampliar o número de cadastro de doadores de medula óssea.

O bravo soldado, sempre com sorriso no rosto, foi diagnosticado com a doença em 2014, depois de sentir forte cansaço e anemia. Sempre confiante, encarou a leucemia até o fim. Durante a batalha mobilizou muita gente, com participação de famosos e veio, enfim, o tão esperado transplante de medula.

E olha que não é nada fácil encontrar um doador compatível. As chances são de um a cada cem mil. Familiares, amigos e desconhecidos se empenharam na campanha #TamojuntoMichel. Celebridades como o jogador de futebol David Luiz, o cantor Luan Santana, a dupla sertaneja Munhoz e Mariano e o ator Fábio Assunção participaram da ação. O número de cadastro de doadores multiplicou no País.

Michel fez parceria com o personal trainer Marcos José Ferreira Filho, conhecido como Marquinhos, também vítima de leucemia. Juntos desenvolveram ações de combate à doença e fundaram o "Instituto União Traz a Cura". Marquinhos partiu antes, em abril de 2015, aos 25 anos de idade.

Após uma série de campanhas, o doador compatível do guerreiro Michel, como foi conhecido, apareceu. Ele era dos Estados Unidos. O cadastro para doação de medula é mundial. E em 2015 Michel passou pelo transplante, única alternativa, no caso dele e da maioria dos pacientes, para encontrar a cura.

Deu certo. A medula pegou. No entanto, meses depois do transplante o câncer voltou, e mais forte. E Michel não venceu apenas uma vez, mas quatro vezes a Leucemia, entre idas e vindas da doença, passou por pesados tratamentos com sessões de quimioterapia.

Depois do transplante, Michel continuou com a campanha. Trabalho de conscientização muitas vezes "formiguinha", mas grandioso a ponto de sensibilizar muita gente. E conseguiu. Ele foi uma das personalidades que carregou a chama olímpica, ano passado.

A batalha foi árdua, desafiante, mas Michel lutou até o fim. O corpo foi velado e cremado neste domingo, em Curitiba.


Michel e Marcos são idealizadores do Instituto União Traz a Cura


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