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terça-feira, 9 de agosto de 2022

Alta de 10% em preços de alimentos reduz em 5% renda familiar

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ONU

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) alertou que o aumento do custo de vida atinge de forma desproporcional os consumidores mais vulneráveis.

Segundo a análise do órgão, um aumento de 10% nos preços dos alimentos provocará uma queda de 5% na renda das famílias mais pobres, aproximadamente o equivalente ao valor que essas famílias normalmente gastariam em saúde.

Há uma preocupação crescente que, para controlar os gastos, essas pessoas passem a consumir produtos mais baratos, porém inseguros e não-regulamentados.

Bilhões de pessoas estão enfrentando a maior crise de custo de vida em uma geração devido ao aumento dos preços de alimentos e energia em meio à rápida inflação, deixando os consumidores mais vulneráveis em uma situação terrível, alertou a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) na última terça-feira (19).

A análise da UNCTAD mostra que um aumento de 10% nos preços dos alimentos provocará uma queda de 5% na renda das famílias mais pobres, aproximadamente o equivalente ao valor que essas famílias normalmente gastariam em saúde.

À medida que os consumidores tentam reduzir seus gastos, pagarão um preço alto se comprarem produtos mais baratos, mas inseguros. Os Estados Unidos relatam 43 mil mortes e 40 milhões de lesões por ano associadas a produtos de consumo, com custos anuais de mais de 3 mil dólares per capita.

“Os governos devem se esforçar para seguir em frente e ter sucesso em sua missão de proteger seus consumidores a longo prazo, uma missão de relevância renovada hoje”, disse a secretária-geral da UNCTAD, Rebeca Grynspan, na reunião intergovernamental da organização sobre proteção ao consumidor, realizada nos dias 18 e 19 de julho.

Segurança – Manter os consumidores seguros é geralmente uma das principais prioridades dos governos em todo o mundo. A pesquisa da UNCTAD mostra que essa segurança pode ser alcançada a partir de uma rede bem desenvolvida de leis e normas.

Mas, enquanto os países mais desenvolvidos estabeleceram estruturas de segurança de produtos, incluindo leis, instituições de fiscalização, mecanismos de recall e campanhas de comunicação, os países em desenvolvimento com sistemas mais fracos, destacou a UNCTAD, são menos capazes de regular o consumo de produtos inseguros.

Portanto, é necessária mais cooperação internacional para melhorar a segurança de todos.

Em 2020, a UNCTAD adotou sua primeira recomendação sobre segurança de produtos. O objetivo é conter o fluxo de produtos inseguros comercializados internacionalmente, fortalecendo os laços entre as autoridades de segurança de produtos de consumo e sensibilizando empresas e consumidores.

Confiança – “A recomendação da UNCTAD oferece um enorme potencial para proteger os consumidores no meu país e no seu, se implementada em larga escala”, afirmou o presidente da Comissão de Segurança de Produtos de Consumo dos EUA, Alexander Hoehn-Saric. “Trabalhando juntos, podemos melhorar a segurança dos produtos para todos os nossos consumidores.”

A UNCTAD diz que a vulnerabilidade dos consumidores está crescendo, atualmente, pois eles podem não saber que os requisitos de saúde ou segurança variam de país para país e podem assumir que todos os produtos à venda online são seguros. Ao mesmo tempo, consumidores muitas vezes subestimam o risco e podem decidir comprar os produtos mais baratos por necessidade financeira.

“A segurança do produto é um dos principais pilares e impulsionadores da confiança do consumidor”, disse a diretora geral da Consumers International, Helena Leurent. “A falta de compreensão do consumidor é um desafio substancial”, acrescentou.

Esforço multilateral – De acordo com o Mapa Mundial de Proteção ao Consumidor da UNCTAD, 60% dos países não têm experiência em aplicação transfronteiriça quando se trata de proteção ao consumidor.

“A maioria dos países da África não tem capacidade ou experiência para lidar com a distribuição de produtos inseguros”, declarou o CEO da COMESA Competition Commission, Willard Mwemba. “Mas os esforços regionais podem desenvolver essas capacidades e beneficiar todos os países participantes.”

Autoridades de alto nível que participaram da reunião da UNCTAD concordaram que impedir a distribuição transfronteiriça de produtos inseguros é uma prioridade para os países, pois pode melhorar a confiança do consumidor e impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável.

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