Fruticultura reduz uso de pesticidas em até 90%

17/01/2019 12h00 - Por Agrolink


 
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Um grupo de produtores de frutas do Uruguai, em parceria com um programa de manejo de pragas desenvolvido pelo Ministério da Pecuária e pela Faculdade de Agronomia, conseguiram reduzir o uso de pesticidas químicos entre 80% e 90%.

De acordo com eles, o fato só foi possível graças a aplicação de técnicas de controle biológico de pragas da citricultura.

Segundo Sergio Vola, que é produtor de maçãs, pêssegos, ameixas, peras e damascos, o princípio desta nova técnica é basicamente causar uma confusão entre o macho e a fêmea, para que eles não consigam se reproduzir e gerar outras pragas.

O produtor já faz parte do programa há seis anos, assim como 400 outros produtores uruguaios.

"É basicamente confundir, digamos, o macho com a fêmea que queremos controlar, com o uso de emissores de feromônios em plantas, que expelem um odor que consegue confundir a fêmea e atrair o macho.

Então, se concentrarmos bastante este odor, o macho não consegue saber de onde ele vem e não conseguirá, em hipótese alguma, encontrar a fêmea.

Desta forma não se reproduzem e, por consequência, se elimina as próximas gerações dessas pragas", comenta Vola, em entrevista para o portal teledoce.com.

Este programa de controle de pragas, que consegue reduzir a aplicação de produtos agroquímicos e inseticidas, já foi aplicado em aproximadamente 95% da produção de frutas do Uruguai, o que representa 3.700 hectares.

O ministro da Pecuária destacou que o programa teve um resultado "muito positivo" ao reduzir o uso de pesticidas entre 80% e 90%.

Ele disse que se trata da "natureza a serviço da produção".

"Teremos que usá-lo (controle biológico) para otimizar a produtividade, produzir cada vez mais, mas ao mesmo tempo cuidar do meio ambiente. Por isso essa é uma ferramenta bem importante", conclui.


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